Algo que aconteceu em abril deste ano ainda continua repercutindo no mundo político. No dia 17 daquele mês, a Câmara dos deputados votava a questão do #Impeachment do presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). O deputado federal Jean Wyllys, eleito pelo PSOL do Rio de Janeiro, acabou se estranhando com Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro. Ele chegou a cuspir no político e disse que ouviu dele graves comentários homofóbicos. O que pode acontecer agora é Jean passar pelo Conselho de ética da Câmara por uma conduta considerada "incompatível". 

Quem denuncia Jean é o próprio partido de Bolsonaro, que alega que ele não teria agido com o decoro do parlamento.

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Contra Wyllys pesa ainda o fato de no dia 12 de junho ele ter usado o Facebook para dizer que Jair e outros nomes da política, como Marco Feliciano seriam culpados pelo atentado que aconteceu na cidade de Orlando nos Estados Unidos. Na ocasião, 50 pessoas foram assassinadas por um homem que se dizia parte do grupo terrorista Estado Islâmico em uma boate voltada ao público homossexual. 

Nesta quarta-feira, 10, acontecem os sorteios de quem vai ser o relator do processo contra Jean. Na pior das hipóteses, ele pode acabar perdendo o mandato, o que é visto como mais improvável e também demorado. O próprio deputado Eduardo Cunha, do PMDB, já perdeu uma votação contra o seu cargo no parlamento, mas ainda aguarda a votação geral, que pode acontecer apenas depois da votação sobre a deposição de Dilma no Senado Federal, que tem previsão de acontecer até mesmo no dia 29 de agosto. 

Jair evita comentar o processo contra o colega, pois também tem alguns problemas que podem ser julgados pelo Conselho da Instituição.

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Um deles envolve o fato dele ter mencionado o General Brilhante Ustra na mesma noite em que levou o cuspe de Wyllys na Câmara. Ustra teria torturado Dilma enquanto ela era presa durante o regime militar. Além disso, há também a acusação da deputada Maria do Rosário, que acusa Jair de incentivar o estupro.  #PT #Dilma Rousseff