Os Senadores brasileiros não gostaram nada da fala da petista Gleisi Hoffmann nesta quinta-feira, 25, quando disse que nenhum dos Congressistas teriam moral para julgar a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (#PT). Diversos nomes já se pronunciaram contra a paranaense. Ronaldo Caiado, do Democratas de Goias, por exemplo, lembrou que o marido da petista, o ex-Ministro do Planejamento Paulo Bernardo, chegou a ser preso acusado de "roubar" aposentados. Nesta sexta-feira, 26, o cerco de fechou ainda mais.

Renan Calheiros, que preside o Senado, citou que Paulo Bernardo só teria sido solto sob sua influência.

Publicidade
Publicidade

Ele depois disse que isso não era verdade, que só disse aquilo no calor do momento, mas que Gleisi e demais Senadores que defendem Dilma transformaram o Senado em um hospício aos olhos do mundo. Quem também se posicionou contra Hoffmann foi a Senadora Ana Amélia, jornalista eleita pelo Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul. Já se fala até em possível cassação do mandato da paranaense, que também é investigada com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ana Amélia entrou com um requerimento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Ela quer que Gleisi se explique porque disse que os colegas não tem moral. Agora depende bastante de como será o desenrolar dessa história, cujo pior resultado possível para Hoffmann é um julgamento dela. Algo parecido já aconteceu neste ano com Delcídio do Amaral, que foi cassado após ser preso acusado de estar envolvido em procedimentos corruptos. 

Na Câmara dos deputados, quem pode dizer adeus por um período à vida política é o ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, do PMDB.

Publicidade

O julgamento dele só deve começar após a deposição de Dilma Rousseff, o que faz com que o final de ano seja movimentadíssimo em Brasília. Com tantos julgamentos de políticos, o que acaba ficando para trás são justamente as propostas de lei, funções dos deputados e Senadores. Quem sai prejudicado é sempre o brasileiro.  #Gleisi Hoffmann #Impeachment