O ano era o de 1989. Fernando Collor de Mello sonhava em chegar à presidência, mas segundo sua ex-esposa, Roseane, ele realmente fez de tudo para o sonho. O político teria procurado uma famosa mãe de santo, que o ajudou a fazer um trabalho de magia negra contra o então candidato Silvio Santos, dono e apresentador do SBT. A mãe de santo teria alertado para Fernando que ele seria presidente, mas pagaria caro pelo o que fez. Em 1992, assim como o que ocorre com a presidente afastada #Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, Collor começou a sofrer o processo de impeachment.

No caso do primeiro chefe de estado eleito diretamente pelo povo após o regime militar, ele acabou renunciando antes do Senado decretar seu destino.

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Não foi suficiente a tática, já que ele perdeu os direitos políticos por oito anos. Atualmente, o político está do outro lado da moeda. Ele, que agora é Senador pelo estado de Alagoas, terá o poder de dar um voto de confiança para Rousseff ou ajudá-la na deposição. Para que Dilma seja deposta são necessários pelo menos 54 dos 81 Senadores. A expectativa é que 60 ou mais votem contra a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sabendo da dificuldade do momento e mesmo tendo votado pelo afastamento de Dilma em maio deste ano, Fernando Collor decidiu neste sábado, 27, dar apoio moral à ela. Ele esteve reunido com a presidente afastada no Palácio do Alvorada, moradia que a petista pode estar usando pelos últimos dias. O representante do PTC teve uma conversa reservada com a primeira mulher eleita da república.

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O objetivo da política é tentar convencer o também ex-presidente de mudar seu voto, mesmo que não seja o suficiente para reverter a decisão final. 

Isso porque a escolha de Fernando tem papel revelante nos livros de história e é nela que o PT quer se basear daqui para frente. Ele quer dizer no futuro, quando possivelmente os brasileiros ficarem descontentes, que foi vítima de não só um "golpe", como também de uma injustiça. Por isso, espera-se até lágrimas de Dilma.