A presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), mostrou arrogância ao anunciar que só vai ao próprio julgamento do processo de impeachment desde que várias regras fossem seguidas. Uma delas é que ninguém pode fazer qualquer questionamento à ela. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 05, pelo jornal 'O Globo'. De acordo com a publicação, aliados da companheira política do ex-presidente Lula tentam um acordo, cujo principal objetivo é fazer com que Dilma vá a seu julgamento final, mas desde que não sofra qualquer interpelação. Até o momento, Rousseff não apareceu uma vez sequer no próprio julgamento que começou a ser travado ainda na Câmara dos deputados.

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O objetivo da defesa é evitar que ela seja desrespeitada. 

O problema é conseguir garantir que isso realmente vá acontecer e já avisam que não querem se comprometer a não fazer nenhum questionamento à primeira presidente eleita do país. É provável que Dilma, caso apareça no Senado, não tenha realmente essa decisão favorável à ela. Além disso, mesmo que aprovada, nada impediria que os Congressistas se manifestassem enquanto ela estivesse falando. A situação causa espanto às vésperas do pleito que no futuro deve estar nos livros de história do Brasil. Essa é a primeira vez que um processo de impedimento está sendo levado até o fim no país. Nas outras, tudo foi muito rápido ou houve renúncia no meio do caminho. 

Dilma tem se mantido firme e forte na questão de que não vai renunciar ao próprio cargo.

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De acordo com 'O Globo', o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, avalia que a presença dela no pleito só é válida desde que ela apareça e já em seguida vá embora. A presença no local poderia ser uma espécie de discurso de despedida, que certamente acabaria entrando em sua biografia. Fazer isso em outro lugar, mesmo dizendo que está sendo vítima de um "golpe de estado" teria um peso extremamente menor. A palavra final, como sempre, ficará com a própria Dilma, que ainda não decidiu o que vai fazer.  #PT #Dilma Rousseff