O chefe de gabinete de #Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, afirmou à polícia Civil de São Paulo, nessa sexta-feira (12), que realmente entregou dinheiro a Patrícia Lellis, estudante de jornalismo de 22 anos, que acusou o deputado do PSC de tentativa de estupro, agressão e assédio sexual ocorrido no dia 15 de junho em seu apartamento funcional em Brasília. De acordo com depoimento, Bauer afirmou ter dado R$ 20 mil a um assessor ligado a Patrícia Lellis, Emerson Biazon, logo na primeira semana de agosto, em uma visita que fez a cidade de São Paulo. Segundo Bauer a intenção era que o dinheiro fosse entregue à estudante para que ela pagasse sua faculdade e visando o silêncio da estudante perante a mídia e a polícia.

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“Ela me pediu dinheiro para pagar a faculdade”, afirmou Bauer à polícia, de acordo com reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo.

Bauer disse também que retirou o dinheiro de suas finanças pessoais para pagar a estudante e evitar um “mal maior”, pois segundo ele, as acusações feitas pela estudante de #Tentativa de estupro não passavam de “ acusações caluniosas”.

O depoimento da estudante contradiz Bauer, ela confirmou o recebimento de dinheiro, porém, não de Talma Bauer e sim do presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo para que ela não fosse a polícia denunciar Feliciano. Em relação a Bauer, a estudante o acusou em seu depoimento de cárcere privado e de tentar coagi-la a gravar vídeos que inocentassem Feliciano sobre a acusação de estupro.

Assessor disse que negociação com a estudante foi feita sem conhecimento de Feliciano

Talma Bauer afirmou que a negociação e a posterior entrega de R$ 20 mil a estudante de jornalismo foi feita sem o conhecimento prévio do deputado federal Marco Feliciano.

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Bauer disse que não informou a Feliciano devido toda a negociação com a estudante estar “indo bem”, por esse motivo, achou desnecessário informar o ocorrido ao deputado.

Bauer não foi demitido da chefia do gabinete do deputado Marco Feliciano, mas está afastado por licença médica da função.

  #Casos de polícia