#João Dória, candidato à prefeitura de São Paulo pelo #PSDB, é um empresário de sucesso que costuma sempre posar sorridente em suas fotos oficiais com seus aliados políticos e empresários. Contudo, com o início da #Campanha Eleitoral, suas fotos provando alimentos e bebidas populares, como um pastel de feira ou um pingado (café com leite), saíram muito diferentes disso: o semblante de aparente incômodo e as caretas do candidato ao apreciar esses itens tão comuns à alimentação da maioria da população viraram piada na internet.

Mas tão cômico quanto os registros da experiência do candidato foi a decisão de sua assessoria: em mensagem a um grupo de WhatsApp formado por jornalistas que cobrem a campanha do empresário, foi solicitado que não fossem feitos registros fotográficos de Dória enquanto o mesmo estiver comendo em campanha.

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Tal atitude de sua assessoria não indignou apenas opositores e internautas em geral, como até mesmo o ex-integrante do PSDB Andrea Matarazzo, que hoje concorre pelo PSD como vice-prefeito na chapa de Marta Suplicy (PMDB): "-"Então a gente tem que dizer como cada um tem que ser fotografado, é isso? Ou seja, a campanha perde a sua originalidade de rua", enfatizou.

Contudo, além do informe de sua assessoria, João Dória parece tomar outras "precauções" para evitar tais registros. Neste domingo (21), em visita a uma feira no parque da Água Branca, ele evitou degustar um acarajé, afirmando que o momento de alimentação é privado, o que pode parecer irônico, já que tal momento se dá exatamente em meio a uma campanha direta com os eleitores na rua.

"Adoro tudo, não tenho nenhum problema com acarajé e nem com pimenta, mas não tem como ser uma foto razoável você comendo.

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Só entrar na pesquisa você vai ver todos os políticos no Brasil e fora do Brasil, quando são pegos em fotografias comendo, é um desastre. Então, prefiro comer uns bons pastéis, cana que eu gosto muito, mas de uma forma mais discreta. Alimentação é um momento de certa privacidade", disse.

O candidato, além de sinalizar que tomará medidas contra direitos sociais, ainda se manifestou contrário à proibição de doações empresariais à campanhas, ao se queixar do atual modelo de campanha.

"Sou favorável, com adoção de um mecanismo de controle mais forte, mais rigoroso do que o existente anteriormente. Mas, reitero, nessa eleição a regra é essa e nós vamos seguir a regra", afirmou

Além da proibição das doações empresariais, o TSE promete aumentar a fiscalização para evitar abuso de poder e pedido de votos em igrejas.