Luiz Estevão, ex-senador pelo PMDB cumpre pena no Complexo da Papuda desde março. Foi condenado no escândalo do mensalão a 31 anos de prisão pelos crimes de estelionato, peculato, formação de quadrilha, uso de documentos falsos e corrupção ativa, com a prescrição de alguns crimes, a pena chegará a 26 anos. Agora, o ex-político é acusado pelo Ministério Público do DF de reformar o bloco onde cumpre pena, através de uma empresa de fachada e com a ajuda do ex-coordenador da Subsecretaria do Sistema Penitenciário, Cláudio Magalhães, e o ex-diretor do Centro de Detenção Provisória (CDP).

A ala onde Estevão está é usada por presos que precisam de certo isolamento pois podem sofrer retaliação de outros detentos, entre eles estão alguns presos federais.

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O bloco que adquiriu ares de luxo tem chuveiro, cortina, mesa, prateleiras, paredes pintadas, como pode ser averiguado na foto acima, destoando bastante do perfil do restante dos blocos da penitenciária. A obra só foi descoberta como ligada ao ex-senador após sua finalização e não houve autorização judicial para que acontecesse, com ela foram criados um pátio para banho de sol exclusivo para o detento, que habitou o espaço sozinho por 4 meses.

Não há relatório oficial da reforma que foi concluída em 2013, as investigações não associavam a obra ao ex-senador até um ano depois de a mesma haver terminado. O ex-diretor da Provisória não delatou aos promotores que cuidam do caso, o autor das obras assim como o seu financiador. A empresa responsável não tem endereço fixo ou empregados contratados, sendo na verdade a obra realizada por uma arquiteta conhecida do ex-senador e paga por um de seus grupos.

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A suposta empresa serviu para encobrir os rastros que apontavam Luiz Estevão como o responsável pela reforma.

A obra chamou a atenção desde o começo, pois comparado ao restante do presídio possui regalias, mas não havia provas que ligavam a mesma ao ex-político. O acordo entre Luiz Estevão e os coordenadores da penitenciária teria acontecido até mesmo antes de o mesmo ser preso. Pouco tempo antes o MP teria solicitado a reforma do bloco a fim de que coubessem mais presos, mas o então diretor negou o pedido, pois já havia acordado com o ex-senador a reforma depois concedida.

Hoje Luiz Estevão cumpre pena dividindo cela com o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Herinque Pizzolato, e com o publicitário Ramon Hollerbach, também condenados no escândalo do mensalão. #Casos de polícia