Na sessão da Câmara nesta segunda-feira, o deputado federal Jair #bolsonaro (PSC-RJ) foi questionado sobre o caso envolvendo um de seus principais aliados na Câmara e companheiro de partido, o deputado Marco #Feliciano (PSC-SP), acusado de ter assediado uma militante do PSC. Ao ser indagado pelo Broadcasting Político da Câmara sobre as acusações de estupro de seu aliado, Bolsonaro afirmou: "Se é vida particular dele, que tenho a ver com isso? Não estou sabendo de nada. Cuido da minha vida. Quer perguntar de mim, falo para você agora".

Logo após, ao ser questionado sobre o seu projeto de lei que prevê a castração química de estupradores em relação a este caso, Bolsonaro disparou: "Pesado o negócio, né.

Publicidade
Publicidade

Mas eu cuido da minha vida, se isso aí é fora da Câmara, não tenho nada a falar"

Curiosamente, o deputado federal Bolsonaro é conhecido por dar declarações inflamadas sobre seus adversários políticos na Câmara, mesmo em casos de situações que ainda estão sob investigação, como é o caso do processo do impeachment. Contudo, parece não estar tão disposto a emitir sua opinião sobre tal caso envolvendo um de seus maiores aliados.

Réu por incitação ao estupro

O deputado Jair Bolsonaro também está passando por problemas na Justiça. O político é réu no Supremo Tribunal Federal por incitação ao estupro, referente ao caso no qual afirmou, à deputada federal Maria do Rosário (PT - RS), que "não a estupraria porque ela não merecia". O caso gerou grande repercussão entre movimentos sociais e gerou até mesmo a indignação de personalidades contrárias à esquerda, como o comentarista Reinaldo Azevedo.

Publicidade

Vale lembrar que, ainda neste ano, o deputado se envolveu em outra polêmica ao, durante a sessão de votação do Impeachment na Câmara, ter saudado o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, falecido general apontado pela Comissão da Verdade como torturador durante a Ditadura Militar. Na mesma sessão, o deputado parabenizou o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), então investigado por manter contas secretas na Suíça, o que também causou polêmica, principalmente depois do silêncio de Bolsonaro em relação à renúncia de Cunha à presidência da Casa.