Neste fim de semana, a embaixada do Brasil nos Estados Unidos começou a receber ataques racistas. De acordo com informações do jornal 'O Estado de São Paulo' em matéria publicada neste sábado, 27, a situação marca o auge da polêmica envolvendo o nadador americano Ryan Lochte, que mentiu sobre um assalto ao estar no Rio de Janeiro participando dos jogos olímpicos. Muitas das mensagens seriam de eleitores de Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos, conhecido por fazer discursos contra a imigração. Os brasileiros são os principais estrangeiros em algumas cidades americanas, como Nova York. Estipula-se que pelo menos 500 mil pessoas oriundas do Brasil estejam na 'Big Apple'. 

“Agora vocês animais sujos estão detendo atletas”, dizia uma das publicações, que em seguida diz que se Donald for eleito expulsará os brasileiros do país hoje governado por Barack Obama.

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Um e-mail enviado à embaixada e que o 'Estadão' teve acesso diz que o Brasil seria o ânus fedorento por ter feito o que chamaram de pior Olimpíada da história. O texto também fazia ameaças à possíveis sanções a brasileiros, caso o milionário da mídia venha a vencer o pleito. Ele disputa o cargo contra Hillary Clinton. A eleição americana até tem outros candidatos, mas o eleitorado historicamente sempre se dividiu entre dois partidos. 

É bom lembrar que nem todos os eleitores de Trump são racistas. Pelo contrário, a maioria jamais faria ofensas sem grandes motivos. No entanto, a retórica violenta do candidato tem gerado reações tão violentas quanto. Donald é acusado de racismo, homofobia e machismo durante sua campanha. Grupos de extrema direita acabaram ganhando cada vez mais forças, conforme o político crescia nos números de audiência no eleitorado.

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Uma pesquisa da CNN chegou a colocar-lo em primeiro lugar contra Hillary. Os resultados atuais são outros. Eles mostram Clinton cada vez mais à frente do seu adversário. Algumas pesquisas dão até oito pontos percentuais de diferença. É bom lembrar que nos #EUA quem acaba dando os votos são os delegados. A Eleição não é voto a voto do eleitorado, como aqui no Brasil.