José Carlos Bumlai teve a sua data de retorno ao presídio adiada pelo juiz Sérgio Moro. Desde março, ele está em recolhimento domiciliar, que foi autorizada para que pudesse ser feito o tratamento do câncer de bexiga.

Durante todo o período que permaneceu fora do presídio, foi monitorado por tornozeleira eletrônica e o retorno deveria acontecer agora, dia 23 de agosto, sendo que foi prorrogado para dia 30. Essa prorrogação foi possível por entender que não há risco, e que isso não traria nenhum prejuízo à investigação.

Porém, a defesa de #Bumlai deverá entregar os laudos e exames médicos e informar se ele permanece internado.

Publicidade
Publicidade

As #acusações contra Bumlai

Bumlai se tornou réu de investigações por pegar emprestado R$ 12 milhões, junto ao banco Schahin. Esse dinheiro teria sido usado em 2004, pelo PT, e o réu não nega, dizendo que foi ‘o trouxa perfeito’ que o partido precisava.

Seu nome também foi citado na Operação #Lava Jato, que agora está investigando o ex-presidente Lula. O réu, que estava ajudando nas obras do sítio Santa Bárbara, que fica na cidade de Atibaia, diz ter sido procurado pelo ex-assessor de Lula, e esse pediu que ele deixasse a obra, pois ela seria assumida por uma construtora de verdade.

O pedido foi atendido e, após isso, informa não ter tido mais contato com a obra. Antes disso, ele estava acompanhando a reforma a pedido de Marisa, esposa de Luiz Inácio, e que eles tinham pressa na execução da obra para que pudessem passar os finais de semana no sítio.

Publicidade

Durante depoimentos, José Carlos Bumlai contou alguns detalhes da obra, que envolvia reformas na piscina e a construção de quatro suítes. Disse também que chegou a levar envelopes com dinheiro para pagar os materiais, porém não sabia de onde vinha o valor.

Os advogados de Lula, em nota, declararam que existem documentos que provam que o ex-presidente não é proprietário do sítio que está em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Reafirmam ainda que ele frequenta o local por ser amigo dos proprietários, e que não existem elementos que vinculem a operação Lava Jato com a propriedade.