Nesta quinta-feira, 25, começou o julgamento oficial do #Impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). A previsão é que o julgamento dure em torno de uma semana. A sessão de abertura já começou cheia de confusões e com dez questões de ordem, todas elas negadas pelo presidente da reunião que pode acabar com a deposição de Dilma, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Todas as questões foram feitas por membros da base aliada de Rousseff. 

Um dos momentos de maior tensão envolveu os Senadores Ronaldo Caiado, do Democratas de Goiás, e #Lindbergh Farias, do Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro.

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Caiado pediu ao Senado que fizesse exames de sangue no petista, dizendo que ele estaria dopado. O Senador, que é médico, ainda solicitou que Farias não ficasse mais "cheirando", insinuando assim que ele seria usuário de cocaína. As insinuações começaram depois que Gleisi Hoffmann, do #PT do Paraná, disse que todos os Senadores teriam algum problema e que, por isso, não poderiam julgar Dilma. "Qual a moral que vocês tem?", disse ela levando a ira das dezenas de Congressistas. 

Quem defende a saída de Rousseff ficou bastante irritado com a forma como Gleisi se dirigiu sobre o tema. Caiado, que até então estava sentado, ficou de pé, e lembrou que o marido de Hoffmann, o ex-Ministro do Planejamento do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Bernardo, que chegou a ser preso durante a Operação 'Custo Brasil', efetuada pela Polícia Federal.

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Caiado então disse que não era ladrão de aposentadoria, citando as acusações contra Paulo Bernardo, que foi preso sob alegações de que ficou com parte do dinheiro desviado dos créditos consignados dos servidores federais. 

Hoffmann então disse que não tinha uma fazendo com escravos. Caiado então se dirigiu ao colega de Gleisi, Lindbergh, aleando que ele estaria drogado. " Tem que fazer antidoping. Fica aqui cheirando não", disse o político.  Lewandowski em seguida interrompeu a sessão.