O ex-ministro e pré-candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes voltou a ser notícia novamente. Desta vez, o político acabou envolvido em um episódio que culminou com uma denúncia na Polícia feita pelo jornalista Donizete Arruda, colunista político do site local de notícias Ceará News 7, contra o mesmo. Na última sexta-feira, dia 29, o irmão de Cid Gomes concedeu entrevista à Radio Tupinambá AM , na cidade de Sobral, no estado do Ceará, que por sinal é a terra natal de sua família, os Ferreira Gomes. Além de atacar alguns políticos, dentre eles, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o pré-candidato xingou abertamente o profissional da imprensa, além de ameaçar-lhe em pleno programa.

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Desde que seu irmão, Ivo Gomes (PDT-CE), decidiu concorrer ao cargo de prefeito de Sobral, Ciro Gomes tem se ocupado em intensificar os ataques aos seus adversários políticos e a todos aqueles que podem servir de ameaça aos projetos políticos que envolvem a sua família. Na última sexta-feira, dia 29, o ex-ministro aproveitou o espaço na mídia para criticar impiedosamente a todos que se colocam como seus opositores. Por este comportamento, ele foi apelidado de 'boca de aluguel' da própria família, conforme divulgou o site Ceara News 7, nesta segunda-feira, dia 01.

Os ataques de ameaça ao jornalista cearense

Quando indagado sobre o profissional de comunicação, Ciro Gomes reagiu de modo violento e além de chamá-lo de 'vagabundo', afirmou que não adiantaria processá-lo, pois com ele o assunto deveria ser resolvido de outra maneira, fora das chamadas vias jurídicas normais.

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Apesar do ex-ministro não afirmar o que poderia fazer contra o mesmo, o jornalista preferiu registrar queixa contra o irmão de Cid. Motivo: Ameaça.  

Sentido-se ameaçado, Ciro ataca a todos os seus adversários e expõe atritos históricos entre seus ex-colaboradores

Ciro aproveitou para expor fatos que podem manchar a reputação política de ex-aliados e atuais desafetos. Na entrevista,  ele chamou Tasso de 'assassino' ao se referir a um episódio quando o tucano era governador do Estado em 1997. Na ocasião, o então senador enfrentava uma greve de policiais militares, que se amotinavam em um quartel da corporação. Em determinado momento, segundo o ex-ministro, ele teria ordenado que se atirasse contra os rebelados. Mesmo questionado, ele manteve a ordem. No episódio teriam saído feridas cinco pessoas, inclusive o comandante geral da PM, Mauro Benevides com um tiro nas costas. 

O irmão do então ex-governador Cid Gomes declarou ainda que o senador perdeu o espírito público de governar para o povo e exerce atualmente o mandato baseado em ódios e ressentimentos, pelo fato de ter perdido uma eleição para o atual cargo que ocupa.

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Na ocasião, teriam sido eleitos para o senado Eunício Oliveira (PMDB-CE), outro desafeto de Ciro e José Pimentel (PT-CE). 

Na entrevista, o ex-ministro aproveitou para acusar outro político, o capitão Wagner (PR-CE), atual candidato a prefeito de Fortaleza e também seu inimigo político declarado. Ele o acusou de manter relações com o crime organizado no estado e lamenta que o mesmo não tenha sido preso ao incitar uma greve de PM em 2011. Na época, o Ceará era governado por seu irmão, Cid Gomes. #Violência #Casos de polícia #CiroGomes