Dilma perdeu seu cargo de chefe de Estado do Brasil, mas o Senado decidiu que ela continuará a exercer seus direitos políticos. Essa decisão foi através de 42 votos contra 36, por meio de pedido de senadores do Partido dos Trabalhadores.

Como os seus direitos políticos foram mantidos, Dilma Vana Roussef poderá ocupar um cargo público, se for convocada ou eleita para tal, conforme últimas notícias.

Votação no Senado

Com apenas três abstenções, a votação para decidir se Dilma ficaria ou não com seus direitos políticos foi realizada separadamente, conforme senadores do PT solicitaram. Eles apresentaram um requerimento no começo do dia e, mesmo em meio a protestos de aliados de Temer, o pedido foi acatado por Ricardo Lewandowski, presidente do STF.

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Durante a votação, os senadores tinham que decidir se manteriam ou não Dilma nos exercícios de funções públicas durante os próximos 8 anos. No final, foram apurados 42 votos a favor da ex-presidente, 3 abstenções e 36 votos contra.

O que dizem os senadores

A primeira a argumentar a favor de Dilma, em relação a sua perda dos direitos políticos, foi a senadora Kátia Abreu, PMDB (TO). Para a senadora, Dilma poderá ainda fazer muitas coisas úteis ao país como dar aulas em universidades. Além dela, o senador Aloysio Nunes, do PSDB-SP, deixou bem claro que é possível a Dilma ocupar uma função pública, sem ter que ocupar, necessariamente, um cargo público, invocando a letra da Constituição sobre a “perda do mandato com a inabilitação”.

Para Jorge Viana, do PT-AC, não é certo fazer com Dilma o que fizeram em Ouro Preto, com Tiradentes, ou seja, além de enforcar, esquartejar para ter certeza do óbito.

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Ele quis dizer que, ao votar contra, estariam tirando o direito de Dilma, por exemplo, de dar aulas em universidades.

Em nome da conciliação, o senador João Capiberibe disse que o certo era que eles conseguissem criar uma alternativa mais consensual e não ter ido direto ao confronto. "Afinal, já não bastou ter derrotado? Por que esmagar também?", questionou. #Impeachment #Blasting News Brasil #Política