#Dilma Rousseff está decidida a comparecer presencialmente para fazer a sua defesa no Senado Federal na próxima segunda-feira, 29, mas não irá sozinha. Uma grande comitiva de aliados políticos e companheiros de partido acompanhará a presidente afastada no seu depoimento no Senado, quando deverá prestar esclarecimentos aos senadores sobre as acusações que lhe cabem dentro do processo de #Impeachment. Cerca de 35 pessoas devem compor o grupo.

Antecessor de Dilma na presidência da República e principal quadro político do Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, o Lula, deverá integrar o grupo que acompanhará Dilma em seu depoimento.

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Durante os trabalhos de quinta-feira, 25, no Senado, o senador Humberto Costa (PT-CE), salientou que Lula estava bastante disposto em estar junto com Dilma neste delicado momento. O nome de Lula foi enviado à mesa do Senado como um dos participantes da comitiva.

O início da participação da petista está marcada para às 9h da próxima segunda-feira. Antes disso, ela pretende se reunir com os seus aliados em uma sala adjacente à tribuna da Casa. Auxiliares de Renan Calheiros (PMDB-AL) estão se mobilizando para conseguirem colocar à disposição uma sala ao lado do gabinete do peemedebista. Dilma e sua comitiva terão direito a café da manhã antes do debate com os parlamentares.

Entre os nomes presentes no grupo que acompanhará a presidente afastada, constam muitos ex-ministros e homens de confiança em seus cinco anos de governo - interrompido em maio de 2016 por conta do avanço do processo de impeachment dentro do Senado Federal.

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Aloizio Mercadante, Jaques Wagner, Patrus Ananias, Miguel Rossetto e Izabela Teixeira são algumas das pessoas que devem estar com Dilma na segunda-feira.

De acordo com o rito do impeachment, Dilma Rousseff terá aproximadamente 30 minutos para fazer uma exposição inicial, onde deve prestar esclarecimentos sobre as ditas "pedaladas fiscais" e os decretos suplementares sem apreciação do Congresso Nacional - que são as peças centrais da denúncia do processo do impedimento. Na sequência, ela poderá ser questionada pelos 81 senadores, sendo que cada um deles terá cinco minutos para elaborarem suas indagações.

Clima esquenta no início do julgamento final

Como já era possível de se prever, o clima esquentou no início do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff. Os trabalhos de depoimentos das testemunhas se iniciaram nesta quinta-feira e continuaram na sexta. Por mais de uma ocasião, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do impeachment no Senado, Ricardo Lewandowski, teve que interromper a sessão.

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O ponto alto do clima ocorreu logo na quinta-feira. A senadora Glesi Hoffmann (PT-PR), antes do início da fala das testemunhas, perguntou aos demais parlamentares sobre quem ali teria "moral" para julgar Dilma Rousseff. Senadores oposicionistas ao PT, como Ronaldo Caiado (DEM-GO), demonstrou irritação com a postura de Gleisi. A tendência é que o resultado final do processo de impeachment seja conhecido na próxima quarta-feira. Dilma será destituída se receber o voto contrário de, no mínimo 54 senadores.