O julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff começou hoje no senado por volta das 9h com o depoimento de testemunhas, as da acusação: o procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcello de Oliveira, e o auditor do TCU, Antônio Carlos Costa D'Ávila.

Em seguida, as da defesa: ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck, o ex-secretário executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa, o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Ricardo Lodi Ribeiro e o professor de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Geraldo Prado.

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Os senadores podem fazer perguntas à vontade, mas já tem o aviso do líder da base aliada do presidente interino Michel Temer, que orientou os demais parlamentares a evitar perguntas repetidas e a dar preferência para as lideranças partidárias, de modo a tentar agilizar os depoimentos.

Na segunda-feira, dia 29, será feito o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff. Ela poderá falar por 30 minutos e depois ficará à disposição para responder as perguntas feitas pelos senadores. Depois do depoimento começará o debate da defesa x acusação.

Os advogados da acusação começarão falando por 1h30m e depois será a vez dos advogados da defesa falar por igual período. Na terça, dia 30, começará a discussão sobre o crime de responsabilidade e cada inscrito terá 10 minutos para falar, sem direito a prorrogação.

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Ao final, Ricardo Lewandowski perguntará aos parlamentares se eles acham que a presidente afastada cometeu crime de responsabilidade fiscal. Dois senadores contrários e dois senadores favoráveis farão encaminhamentos de 5 minutos cada, então o painel será aberto para a #votação.

A votação será aberta e nominal, e espera-se que o resultado seja divulgado na noite de terça, mas pode se prolongar até quarta-feira (31).

Como todos sabem, o resultado da votação esperado é que aceitem o processo de #Impeachment já que na votação para prosseguir com processo foi aceito por 59 votos favoráveis e 21 votos contrários.

Lembrando que se pelo menos 54 senadores votarem a favor do impeachment, Dilma será definitivamente afastada e ficará inelegível por oito anos a partir do fim de 2018. Mas se o placar de 54 votos favoráveis ao impedimento não for atingido, o processo será arquivado e Dilma reassumirá a Presidência da República.