Um verdadeira confusão entre os senadores proporcionou o interrompimento por alguns minutos da sessão de julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Tudo começou quando a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que nenhum senador teria a moral de julgar Dilma porque todos eram alvos de acusações. "Vocês não tem moral", disse Gleisi. Isso causou revolta nos senadores que são a favor do impeachment de Dilma e o senador do DEM Ronaldo Caiado (GO) rebateu duramente comentando sobre as acusações que o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, estava envolvido, em relação às fraudes em empréstimos consignados. Caiado disse com o dedo apontado para Gleisi: "Eu não sou ladrão de aposentadoria".

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Mais discussão

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou na discussão para ajudar Gleisi, sua companheira de ideias, e disse que Caiado era um "canalha". Diante disse, o senador do DEM partiu pra cima de Lindbergh e falou que ele tem que fazer antidoping, pois fica cheirando a noite inteira e depois vem falar asneiras no Senado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente da sessão, Ricardo Lewandowski, achou melhor interromper o discurso e esperar os ânimos dos senadores acalmarem.

Tentando acalmar os ânimos, o presidente do PSDB Aécio Neves pediu "serenidade". De acordo com Aécio, existem etapas para serem concluídas e vencidas e tudo tem que ser feito com o máximo de serenidade. "Estamos todos aptos para o julgamento e temos autoridade para isso", terminou Aécio.

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Julgamento

O julgamento do impeachment de Dilma acontece nove meses depois do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha ter aceitado o processo. Dilma está afastada do cargo há quatro meses e Michel Temer é no momento o presidente interino do Brasil. 

A presidente Dilma é acusada de "pedaladas fiscais", que seriam usar dinheiro de bancos para programas do Governo Federal. Na segunda-feira (29), Dilma irá ao Senado apresentar sua defesa pessoalmente.

Ricardo Lewandowsky, presidente do Supremo, é o responsável por comandar a sessão e colocar ordem no julgamento.  #RonaldoCaiado #Dilma Rousseff #Senado Federal