O padre Moacir Anastácio de Carvalho, da paróquia São Pedro, em Taguatinga (DF), está sendo investigado por propriedades não declaradas. Atualmente ele tem um patrimônio de R$ 3,3 milhões. O padre ficou em evidência depois de receber doações do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), através da construtora OAS, no valor de R$ 350 mil, em 2014.

No documento apresentado pela Receita Federal, o padre teve uma grande variação em seu patrimônio de 2014 para 2015, aumentando em quase 890 mil reais. Os valores ultrapassaram os rendimentos declarados no Fisco.

O padre não declarou ao Fisco dois carros, inclusive um deles é uma Toyota Hilux e uma fazenda no interior do Ceará, distante uns 300 Km de Fortaleza.

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Outro imóvel que causou estranheza ao Fisco foi um apartamento comprado à vista, próximo à praia, no valor de 297.211 reais, em Fortaleza. As Declarações sobre Operações Imobiliárias que envolve o padre estão confusas e isso está sendo investigado. 

"Senador de Pentecostes"

O ex-senador Gim Argelo é acusado de elaborar um grande esquema de #Corrupção para pagamentos de propinas à empreiteiros, para que evitem depor em CPIs. O valor da propina estava em torno de R$ 5,3 milhões.

Todo ano, o padre Moacir realiza a festa de Pentecostes na #Igreja e reúne milhões de pessoas e os investigadores confirmaram que durante a festa o padre tenta enaltecer a figura de políticos. Gim Argello foi um desses candidatos que o padre promoveu na festa religiosa, chamando-o ainda de "Senador de Pentecostes".

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A Procuradoria disse que foram feitas 58 ligações telefônicas entre Gim e o padre num período de mais ou menos 3 meses em 2014.

Defesa do padre

O advogado do padre, Wellington Medeiros, ressaltou que o padre e o ex-senador possuem apenas uma relação de sacerdócio. De acordo com o advogado, Argello ajudou muito a paróquia e é frequentador dela há mais de 10 anos.

Em relação à fazenda não declarada, o advogado disse que a propriedade pertence à família do padre e os veículos são da mãe dele, que tem 89 anos. O padre recebe bastante doações também, reiterou o advogado. #Lava Jato