Para se defender pessoalmente do processo de #Impeachment no qual é denunciada, a presidente #Dilma Rousseff estará no Senado Federal na próxima segunda-feira, dia 29, para fazer uma exposição inicial e depois responder os questionamentos dos parlamentares. Dilma estará acompanhada de uma grande comitiva de aliados políticos, entre eles o ex-presidente Lula e ex-ministros da sua confiança como Jaques Wagner, Aloízio Mercadante e Miguel Rossetto.

Já está definido quem será o primeiro senador a fazer perguntas para Dilma. #Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, havia sido o primeiro inscrito junto à Mesa do Senado Federal, mas acabou concordando em ceder o seu lugar à senadora Kátia Abreu, do PMDB de Tocantins.

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Ela o convenceu pelo fato de, assim como Dilma, ser mulher e ter estado junto à petista durante todo o seu governo. Kátia Abreu foi ministra da Agricultura durante o governo Dilma.

"Eu respeito muito Kátia Abreu por não ser traíra, por não trair ninguém. Ela é uma mulher bastante lutadora e esteve com Dilma no seu governo, sendo ministra", disse Paim, que salientou que a troca foi feita com anuência da bancada pró-Dilma dentro do Senado Federal. "Nós tivemos uma discussão estratégica, e ficou acertado que eu estarei no meio da bancada. Todos estarão de forma estratégica colocados para fazerem os seu questionamentos", adiantou o senador.

Para evitar sua destituição oficial do cargo de presidente da República, Dilma não poderá receber mais do que a maioria de votos dos senadores, isto é, ela se salvará se receber menos de 54 votos - que representa maioria entre os parlamentares da Casa.

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Mesmo com um quadro aparentemente desfavorável no cenário da votação, que deverá ocorrer na quarta-feira, Paulo Paim garantiu que Dilma segue confiante em sua situação.

"A presidente Dilma Rousseff virá ao Senado Federal com bastante confiança de que será possível reverter esse jogo", garantiu Paulo Paim. Neste sábado, a fase dos depoimentos das testemunhas está tendo sequência. O ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, esteve no plenário e reafirmou que Dilma não cometeu crimes de responsabilidade.