A petição protocolada por advogados de Lula no Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, no dia 28 de julho, possui mais de trinta páginas de reclamações contra o juiz federal responsável por julgar réus da Operação #Lava Jato.

O documento, representado por quatro advogados, três brasileiros e um inglês, expressa de maneira detalhada supostos abusos cometidos por Sérgio Moro, bem como aproveita para ministrar críticas contra a imprensa, que ‘quase sempre’, segundo palavras dos advogados, está contra #Lula e o Partidos dos Trabalhadores.

Além disso, acusa Moro de atuar em conjunto com a mídia brasileira, se autopromovendo em cada investigação.

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Tais investigações citadas são tratadas no pedido como abusivas, pois segundo a defesa do ex-presidente, possui prisões arbitrárias por tempo indeterminado de forma que os investigados só são libertos após confessarem seu crime através de delações ‘questionáveis’.

Também diz que o fato de Moro ter divulgado as ligações grampeadas para a imprensa fez com que Lula e sua família parecessem maus para os brasileiros. Da mesma forma, acusa o juiz de buscar prender e condenar o ex-presidente da república que, por sua vez e segundos seus advogados, sempre esteve à disposição da justiça brasileira voluntariamente apóia a investigação de suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção.

Popularidade de Moro é alvo de críticas da defesa de Lula

O documento dedica um item inteiro para falar do ‘comportamento inadequado’ do juiz federal ao permitir que obras sejam lançadas falando do mesmo, bem como cita que Sérgio Moro compareceu ao lançamento de um livro sobre a Lava Jato em junho.

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Para a acusação, Moro age de maneira parcial e quer se autopromover. Também diz que o mesmo faz com que os brasileiros tenham uma expectativa errada sobre a culpa de Lula nos crimes dos quais é investigado. Por fim, critica até a série produzida pela Netflix e com previsão de lançamento em 2017, que fala sobre a operação e coloca Moro como um herói, bem como mostra Lula como um vilão. A referência ao heroísmo de Moro e hostilidade contra Lula é citada mais de uma vez.

Para os defensores de Lula, um homem que conduz investigações e possui tais comportamentos, não pode ser o mesmo a julgar as pessoas que ele decidiu que são culpadas por um crime. A fim de evitar uma prisão arbitrária, recorreram à organização como último recurso, pois não conseguiram amparo positivo da lei brasileira. O pedido de Lula para que Sérgio Moro sofresse a suspeição dos processos contra ele foi negada pelo STF na semana passada. #Sergio Moro