Nesta quarta-feira (10), a presidente afastada #Dilma Rousseff participou de um almoço com senadores aliados e com o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Alvorada em Brasília. Após a reunião ficou decidido que Dilma irá adiar a publicação do documento denominado: “carta aos senadores”, que pretende entregar aos 81 senadores antes do julgamento final do processo de #Impeachment no próximo dia 25 de agosto. A previsão era que a presidente afastada já entregasse o documento nessa quarta, porém, após essa reunião ficou decidido que o documento será entregue aos parlamentares somente na próxima terça-feira (16).

A não publicação da carta foi devido a mudanças que Dilma ainda deseja fazer no documento.

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Durante o almoço, Dilma se mostrou bastante irritada com a atitude do senador, Cristovam Buarque (PPS-DF) que havia dado sugestões de modificações no documento em reuniões anteriores, mas ao chegar na tribuna do senado na sessão de votação que tornou Dilma ré no processo, mudou de opinião, e realizou um discurso ao qual expressa seu voto favorável ao impeachment da presidente petista.

Aliados da petista desaprovaram a decisão de adiar o documento e disseram que a partir de agora, com o adiamento, o documento perdeu “timing”. Alguns acreditam que a não publicação da carta pode fazer com que haja uma perda ainda maior de possíveis apoiadores no senado.

Carta de Dilma a senadores terá apenas cinco páginas  

Segundo apuração feita pelo jornal Folha de São Paulo, a carta que Dilma publicará na terça-feira contém apenas cinco páginas.

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A bandeira central do documento é a defesa da realização de um plebiscito para que sejam realizadas novas eleições. A decisão de fazer novas eleições, caso volte ao poder, é uma teoria repudiada pelo presidente nacional do #PT, Rui Falcão, que já declarou ser contrário a realização de uma consulta popular para decidir se Dilma continua ou não no poder.

Segundo Humberto Costa, líder do PT no senado, a carta de Dilma aos senadores não terá apenas decisões de partidos aliados e do PT, mas terá também retratados sentimentos e opiniões individuais que expressam a opinião da própria presidente sobre todo o momento ao qual está vivendo.