Nesta quarta-feira, 31, Dilma Rousseff fez às 15h30 o seu primeiro discurso como ex-presidente da república do Brasil. O pronunciamento da representante do Partido dos Trabalhadores (#PT) aconteceu duas horas depois do Senado Federal votar pela sua cassação. A petista teve 61 votos contrários à ela e apenas 20 a favor. "Não direi adeus a vocês, vou dizer até daqui a pouco", disse a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que usou o tradicional vermelho para fazer sua despedida.

Após fazer a fala, ela deu um abraço nos aliados, em especial Senadores petistas, que nos últimos meses lutaram para tentar reverter o processo de impeachment.

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Entre eles, estava Gleisi Hoffmann, do Paraná, que além de trabalhar na defesa da ex-presidente, também teve trabalho com o marido, que chegou a ser preso durante a 'Operação Custo Brasil', deflagrada pela Polícia Federal. 

Durante o discurso, Dilma fez uma fala mais dura até do que a da sua defesa, que durou cerca de 45 minutos e foi feita na segunda-feira, 29. No pronunciamento, Dilma afirmou ter sido vítima do "segundo golpe de estado que enfrento na vida" e pediu aos mais de 54 milhões de brasileiros que votaram nela que "não desistam da luta"."Não desistam da luta, ouçam bem. Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer; a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer". 

Analistas da Globo News disseram estar surpresos com o modo em que a petista se dirigiu, especialmente o "vou, mas volto".

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Para eles, Rousseff consegue agora se aproximar mais do PT do que em qualquer período em que já esteve no poder. Além disso, pode demonstrar que o impedimento ganhe poderes jurídicos, com um provável pedido de análise do Supremo Tribunal Federal (STF). O PT é conhecido por fazer uma forte oposição, conhecendo os caminhos das pedras, identificando assim uma oposição ferrenha daqui para frente.  #Dilma Rousseff