A presidente afastada do Brasil, Dilma Rousseff, estará presente em seu julgamento, que começará dia 25 e deve terminar entre os dias 29 e 31 de agosto. Dilma comparecerá apenas no dia 29, que deve ser o mais esperado e conturbado durante todo o processo de #Julgamento do #Impeachment.

Para saber a melhor forma de responder aos questionamentos dos senadores, Dilma receberá, com antecedência, a lista de perguntas elaboradas pela defesa, entretanto, isso não impede que senadores favoráveis ao impeachment venham a questioná-la. Mesmo na condição de afastada, Dilma ainda é a presidente do Brasil e os senadores não poderão hostilizá-la, ainda assim, ela se diz preparada para possíveis discussões com a oposição.

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Dilma se reuniu com senadores do PT nessa quinta-feira, 18, para definirem os últimos detalhes antes do julgamento, como a elaboração do questionário que ela treinará antes de se apresentar no Senado.

Acusação deve destruir tese do ‘golpe’

Dilma, bem como sua defesa, tem utilizado o termo golpe para se referir ao processo do impeachment, previsto constitucionalmente. Com sua ida ao Senado Federal, a acusação pretende desmascará-la, sob o argumento de que não há o que se falar em golpe, com a presença do ‘golpeado’ em julgamento, uma vez que a sua presença permite o direito à ampla defesa e respeito ao princípio da legalidade e da imparcialidade.

Ao aceitar comparecer ao julgamento, Dilma, sozinha, conseguirá acabar com a própria tese de estar sofrendo um golpe. Cássio Cunha Lima (PSDB-PE), considera que a presença de Dilma irá aumentar o placar de votos favoráveis ao impeachment.

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Para cobrir esse dia histórico, importantes meios de comunicação do Brasil e do mundo estarão no Senado Federal acompanhando todos os detalhes do julgamento de #Dilma Rousseff.

Sessão do julgamento

O julgamento de Dilma, que será presidido, mais uma vez, por Ricardo Lewandowski, contará com a apresentação das provas da defesa e da acusação, bem como com debates que devem decidir o destino de Dilma, entretanto, a decisão final não é uma missão do presidente do STF, mas sim dos 80 senadores, que votarão para dizer se aprovam ou não a saída definitiva de Dilma Rousseff. Na última votação, apenas 21 senadores foram contrários o impeachment, enquanto 59 aprovaram a saída de Dilma.