Poderosa, a preferida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mulher capaz de governar o Brasil - essa era a imagem da presidente afastada Dilma Rousseff antes de chegar ao poder - essa Dilma não existe, o apoio à ela também não. O partido dos Trabalhadores, segundo informações da Coluna Painel, da 'Folha de São Paulo', em matéria publicada neste domingo, 28, já trata a primeira mulher eleita à presidência como o próprio demônio e a tendência de "demonização" da petista deve apenas aumentar, caso nessa semana, a tão prevista deposição dela no processo de #Impeachment se concretize.

Nos últimos nove meses, o #PT tem dito que apoia Dilma.

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A legenda bate da tecla do discurso de que ela está sendo vítima de um "golpe parlamentar" e que o único objetivo do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, seria chegar ao poder e tirar os benefícios dados aos pobres. Essa tática tem apenas uma possível importância história para o clube político. Isso porque algum dia, como agora, os brasileiros estarão insatisfeitos com os políticos e podem se revoltar novamente. Será aí que possivelmente o PT se colocará novamente como vítima e apontará os culpados. 

Segundo a Coluna Painel, a cúpula do partido de Lula nunca morreu de amores por Dilma. Os primeiros sinais de abandono aconteceram nessa semana, quando a diretoria votou para que o plebiscito, proposto por Dilma na sua defesa do impeachment, seja abortado. A grande maioria da ala executiva petista diz que a proposta não faz qualquer sentido.

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Apesar disso, a mesma reunião que disse não ao plebiscito acabou conclamando também que fossem apoiadas manifestações favoráveis à presidente. 

O problema é que a crise econômica causada no governo do petista também atinge movimentos sociais. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), por exemplo, sugeriu que o próprio Partido dos Trabalhadores bancassem ônibus para levarem Militantes até à Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O movimento desse ser bem menor do que no dia da sessão do afastamento, em maio. #Dilma Rousseff