Acabou às 23h48, desta segunda-feira (29), a sessão em que esteve presente no plenário do Senado Federal a presidente #Dilma Rousseff para realizar sua defesa no julgamento do #Impeachment. Um dos momentos mais esperados durante todo o processo que se arrasta desde dezembro, quando Eduardo Cunha acatou o pedido de Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior e abriu o processo de impeachment, Dilma respondeu a questionamentos de 48 senadoras em uma sessão que durou quase 13 horas.

A presidente discursou, respondeu as perguntas de aliados e opositores, cutucou Aécio Neves, o chamando de "candidato derrotado", ironizou líderes de movimentos pró-impeachment que tiravam fotos com Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e parlamentar prestes a ser cassado, justificou os atos realizados, defendeu o seu governo e afirmou que, caso seja condenada, estará sim sendo dado um "golpe parlamentar".

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Também não faltou acusações contra o presidente interino, Michel Temer, o qual foi chamado de traidor. 

Dilma insistentemente afirmou que os três decretos pelos quais está sendo acusada de cometer crime de responsabilidade não são os responsáveis pela crise econômica que o Brasil vem enfrentando. A presidente afastada ainda argumentou que influências de economias externas, como a queda de investimentos norte-americano e a falência de bancos europeus, tiveram grande influência no que diz respeito aos problemas econômicos do Brasil.

Além dos problemas econômicos externos, a presidente afirmou que "medidas políticas" foram articuladas assim que ela venceu as eleições de 2014 para poder desestabilizar seu governo. Nesse momento, Dilma respondia aos questionamentos do candidato derrotado, Aécio Neves.

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O senador tucano afirmou que a presidente foi eleita a base de mentiras. Dilma respondeu que o presidente do PSDB nunca aceitou a derrota e pediu diversas autorias para questionar o resultado das eleições.

Plebiscito

Uma das apostas de Dilma em seu discurso para tentar angariar os votos restantes para ser absolvida é a possibilidade de organizar um plebiscito ainda esse ano para saber a opinião da população no que diz respeito a novas eleições presidenciais.

A ideia é defendida por um grupo considerável de senadores e já vinha sendo pautada por Dilma em seu discurso desde que divulgou uma carta ao povo brasileiro há duas semanas, mesmo contra a vontade da alta cúpula do Partido dos Trabalhadores.

Alvos

Os peemedebistas Eduardo Cunha e Michel Temer também não foram poupados pela presidente Dilma. Enquanto o deputado afastado e ex-presidente da Câmara dos Deputados foi acusado de agir por vingança, ao ver que Dilma não iria o apoiar no processo que pedia sua cassação no Conselho de Ética, Temer e seu governo interino foram apontados como traidores e que pretendem pautar uma agenda retrógrada e tirarão direitos adquiridos.

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Dilma ainda finalizou sem meias palavras:

Esse processo tem um líder. Acredito que o Michel Temer é coadjuvante. O Eduardo Cunha era o líder, não tenho dúvida isso”, afirmou. #Dentro da política