Tudo pronto para o julgamento final do processo de #Impeachment de Dilma Rousseff. A presidente, que encontra-se afastada de suas atividades presidenciais, aguarda a decisão sobre o seu julgamento, marcado para ocorrer no #Senado Federal no dia 25 de agosto, entretanto, a partir desse momento a petista pode começar a visualizar o seu futuro.

O dia estipulado será uma quinta-feira, mas a matéria poderá adentrar o fim de semana, se por ventura não forrem ouvidas as testemunhas anunciadas para a sexta-feira seguinte (26). Assim sendo, a segunda-feira (29) ficou definida para a presidente Dilma. 

O Ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por conduzir o julgamento conforme preceitos da Constituição Federal (CF), e o presidente do Senado Federal Renan Calheiros (PMDB-AL), discutiram nesta quarta-feira sobre a não interrupção da sessão, uma vez que, não há horários pré-estabelecidos pelas autoridades.

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Com relação ao trâmite do julgamento ficou acordado que a fase destinada aos depoimentos testemunhais deve ser encerrada para dar inicio à sessão do dia 29, em que #Dilma Rousseff vai estar presente no Senado para se defender.

Em meio aos debates surgiu uma questão controversa, ou seja, na reunião, observou-se a hipótese das sessões serem realizadas ainda no fim semana, e a polêmica foi geral. Diante das especulações, os lideres Lewandowski e Calheiros resolveu estender o debate por mais duas horas.

O clima ficou tenso no plenário quando senadores oposicionistas discordaram da continuidade no fim de semana, defenderam a ideia da suspensão do julgamento no período noturno e se por ventura, ainda houvesse testemunhas para depor, remarcariam uma nova data com a presidente Dilma, para que no dia 29 fossem finalizados todos os depoimentos.

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O Ministro do STF não concordou com a sugestão dos senadores de oposição e lembrou que não há combinação para interromper o rito estabelecido, pois, as testemunhas devem ser ouvidas no mesmo dia, caso contrário, os gastos com as despesas de hospedagem e alimentação correm por conta da Justiça.

Ainda segundo Lewandowski, em extrema necessidade a sessão pode avançar para as noites com a finalidade de concluir a instrução probatória dos depoimentos pessoais.

Após análise de técnicos do STF, foi informado que se tudo for definido conforme o cronograma, os depoimentos devem encerrar-se na noite da própria sexta-feira ou o mais tardar na madrugada de sábado.

Diante das considerações de Renan Calheiros, conforme a publicação do site “G1", se necessário for, o Senado Federal trabalhará sábado e domingo para finalizar o processo de impeachment ainda em agosto.