A presidente afastada, #Dilma Rousseff, que está passando por um processo de #Impeachment, pode vir a ser investigada pela Lava Jato e se tornar ré caso seja afastada de seu cargo. A investigação, que ocorre em Curitiba, já teve depoimentos prestados por delatores que citaram o nome de Dilma.

Dentre os depoentes estão Alberto Yousseff, Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Delcídio do Amaral, sendo que somente dois deles a citaram, nominalmente, pelo menos 11 vezes. Existem ainda outros dois réus que estão negociando as suas delações premiadas, e que nas conversas preliminares também citaram o nome dela. Segundo eles, Dilma sabia que parte do dinheiro de sua campanha era resultado da corrupção do esquema da Petrobras.

Mesmo tendo acesso às informações, os investigadores esperam que sejam apresentados documentos para que tal fato seja comprovado, e somente assim ela venha a ser investigada.

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Nesses dois casos, os documentos não foram apresentados e as delações não foram fechadas.

Para um dos investigadores da força-tarefa da Lava Jato, o que foi apresentado até o momento são circunstâncias e que contra a presidente não existe materialidade. Se a presidente realmente for afastada do seu cargo, serão avaliados se existem indícios suficientes para que uma investigação seja aberta.

Teori Zavascki, ministro responsável pelo Lava Jato, já havia autorizado esse mês que Dilma e Lula fossem investigados por obstrução à Justiça. Um dos fatos que motivou essa investigação foi a nomeação de Lula para a Casa Civil.

Acusações contra Dilma

Dilma Rousseff afirmou novamente que cabe aos delatores e ao Ministério Público provar todas as acusações que foram feitas em relação aos desvios da Petrobras e a sua ligação com eles.

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Para a sua assessoria de imprensa, essas são acusações infundadas e a presidente está tranquila quanto ao caso.

Ela, que faz parte do governo do #PT desde o começo, já fez parte do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil, é acusada de desestabilizar a base de apoio ao governo ao substituir Paulo Roberto Costa em um cargo da Petrobras, de acordo com os aliados.

Em depoimentos feitos na Lava Jato, Dilma foi acusada de conhecer detalhes de compra da refinaria em Pasadena, o que resultou em prejuízo para a companhia.