Dilma Rousseff iniciou seu depoimento no Senado Federal, as 09h54, e citou o carinho e críticas recebidas nas ruas durante o processo do #Impeachment. Ao falar da época em que ficou presa, Dilma chorou e explanou palavras de superação.

Também citou fatos históricos envolvendo presidentes de outras épocas anteriores a Constituição Federal de 1988. Em dado momento, disse que Ricardo Lewandowski reconheceu que o processo era suspeito. Dilma também afirmou que o governo de Michel Temer é usurpador. Lewandowski tem o direito de responder à Dilma após seu depoimento, se achar necessário.

Dilma prosseguiu falando que não luta por seu mandato, mas pela verdade.

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Também manifestou que está com a consciência tranquila com o julgamento, independente do resultado, pois afirma que não cometeu nenhum crime dos quais é acusada.

A presidente afastada falou dos projetos sociais do PT, como o projeto de ‘Integração do Rio São Francisco’, e ainda afirmou que o que está em jogo não é o seu impeachment, mas a autoestima dos brasileiros. Mencionou o sucesso das Olimpíadas e da Copa do Mundo de 2014, bem como direitos sociais que, segundo ela, estão em risco caso Michel Temer permaneça no poder.

O presidente da sessão, Ricardo Lewandowski, proibiu qualquer tipo de manifestação dos presentes, incluindo cartazes e vaias, alertando que os que assim o fizerem, sejam políticos, convidados ou profissionais da imprensa, serão retirados do plenário pela polícia judiciária federal, além de serem punidos de acordo com a legislação em vigor.

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Após Dilma chorar e beber água para conseguir prosseguir seu depoimento, seus defensores lhe aplaudiram, sendo repreendidos por Lewandowski.

Dilma será interrogada pelos senadores e advogados logo após seu depoimento. Estima-se que a sessão dessa segunda-feira, 29, demore pelo menos doze horas. Dilma deve permanecer no plenário durante toda a manhã. A pausa para almoço ocorre as 13h. Se necessário, a presidente afastada retornará para mais perguntas no período da tarde. Tudo depende do andamento da sessão nessa manhã. #Dilma Rousseff #Senado Federal