Aconteceu na tarde desta quarta-feira, 31 de agosto, a votação do Impeachment de Dilma Rousseff no Senado Federal, em Brasília. Foram 61 votos a favor e 20 contras o impeachment. Dilma foi condenada por ter cometido crime de responsabilidade ao comandar a situação financeira do Brasil, perdendo assim seu mandato. Com essa decisão, Michel Temer do PMDB fica como presidente do Brasil até o ano de 2018. A posse de Michel deve acontecer no Senado Federal ainda nesta quarta-feira, às 16h. 

A ex-presidente Dilma ainda tem como recorrer contra a decisão. São três os caminhos que ela pode seguir: pedir para que o Supremo Tribunal Federal julgue o mérito do caso, pedir uma liminar suspendendo todo o processo de impedimento e pedir que a decisão seja revisar, através dos embargos de declaração.

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Dilma sempre repetiu o mesmo mantra, que o processo de impeachment contra ela é um golpe. 

Na segunda-feira, 29, Dilma foi ao Senado para apresentar sua defesa e responder as perguntas dos senadores. Ela falou por mais de treze horas. Enfatizou que se fosse condenada sem a comprovação que ela teria cometido um crime de irresponsabilidade, estaria sendo a vítima de um golpe, apresentou algumas opções de como o seu governo iria enfrentar a atual crise econômica que o Brasil está enfrentando. Pela manhã, Dilma fez a sua defesa e em seguida respondeu as perguntas dos senadores até a noite. 

Dilma foi condenada por causa da famosa 'pedalada fiscal' do Plano Safra, quando ela fez a publicação de três decretos que ampliavam os gastos que estavam previstos no orçamento, tudo isso sem a autorização do Congresso Nacional.

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O termo 'Pedalada' se refere ao atraso de repasse de dinheiro para os bancos públicos que são os responsáveis pelos programas do Governo Federal. Para o Tribunal de Contas da União (TCU), os atrasos são praticamente um tipo de empréstimo monetário que os bancos fazem para o Governo, essa prática é proibida. 

O processo de impeachment começou no fim do ano passado quando Eduardo Cunha do PMDB, anunciou a abertura do caso. Já em abril aconteceu a votação na Câmara, com 367 votos a favor do impeachment e 137 contra.  #Senado Federal do Brasil #Dilma Rousseff #Casos de polícia