Após quatro meses de discussões entre defesa e acusação, o #Impeachment foi consumado no início da tarde dessa quarta-feira, 31. O resultado, já esperado, deixou militantes e políticos da esquerda desapontados. Por 42 x 36, Dilma não ficou inabilitada para cargos públicos.

Pelas redes sociais, brasileiros se dividiam entre comemorar a saída de Dilma e criticar o impeachment, chamado pelos militantes do partido dos trabalhadores de ‘golpe’. Com nítida tristeza pelo resultado, os senadores que fizeram sua defesa, bem como os deputados que apoiavam Dilma e que foram ao plenário acompanhar a votação, preferiram não se pronunciar.

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Alguns deles, ao serem abordados pela imprensa, ressaltaram que o impeachment foi um golpe à democracia e que iriam recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Na data de ontem, alguns senadores defensores da ex-presidente, já se pronunciavam em tom de despedida, admitindo que Dilma não voltaria mais para a presidência da república. Embora Lindbergh Farias tenha feito o possível para demonstrar otimismo com a volta de Dilma, seus colegas não conseguiram se contagiar com a esperança do colega.

Logo pela manhã, Dilma se reuniu com sua equipe à espera do resultado negativo. A ex-presidente se preparava para seu último comunicado na imprensa, onde agradeceria pelas tentativas dos aliados e eleitores em evitar o seu impeachment.

A divisão política deve continuar após o impeachment

Os debates finais do impeachment se encerraram as 2h24 da manhã, quando Romário fez o seu discurso e anunciou que estava convencido que de houve crime de responsabilidade, motivo pelo qual decidiu votar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

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O senador também salientou que o Senado devia seguir em frente e não chorar suas mágoas.

Os quatro meses de processo culminaram em grande divisão dentro e fora do Congresso Nacional. Apesar de muitos senadores terem utilizado suas falas na tribuna para dizer que agora era a hora de unirem-se para reconstruírem o país, alguns opositores não pensam da mesma forma.

Enquanto movimentos sociais, a pedido de líderes do PT, decidiram tomar ruas e arriscar a ordem pública em protestos violentos, alguns senadores e deputados insistem em se oporem ao ‘governo golpista’, barrando todas as propostas que forem contrárias aos ideais defendidos pelo antigo governo. Tal decisão, partiu do ex-presidente da república, Luís Inácio Lula da Silva, que se reuniu com políticos dias antes do início do julgamento para pedir que assumissem o posto de oposição a Michel Temer. #Senado Federal do Brasil #Dilma Rousseff