Como já era esperado, Dilma Rousseff (PT) foi definitivamente afastada de sua função presidencial com a aprovação do processo de impeachment no início da tarde desta quarta-feira, 31 de agosto. O processo de julgamento teve início há seis dias, e foi marcado por longos discursos e acusações. Só na segunda-feira, foram mais de 14 horas de sessão.

O último dia de julgamento, em sessão plenária no Senado Federal, foi aberto por Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, 61 dos 81 senadores presentes na casa votaram pelo sim contra a agora ex-presidente. O afastamento seria realizado a partir de 54 votos.

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O processo que teve início há 274 dias.

A sessão plenária do Senado Federal começou por volta das 11 horas da manhã, com a explanação de quatro senadores (sendo dois contra o #Impeachment, e dois a favor), que puderam falar por um prazo de cinco minutos. Posteriormente, houve a discussão no que se refere às votações de impeachment e o tempo de inelegibilidade de Dilma por um período de oito anos. Parte defendia que a votação deveria ser uma só, enquanto um outro grupo alegava que a votação fosse separada em duas. Coube a Ricardo Lewandowski deliberar sobre a questão. Ele citou o artigo 52 da Constituição Federal e, após uma longa explanação, disse que a votação poderia sim, ser dividida em duas partes, apesar do protesto de alguns senadores presentes.  

A primeira votação, às 13h35, foi julgada com 61 votos em prol do impeachment, contra 20 contra, por contra de crime de responsabilidade fiscal.

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Já a segunda julgou que #Dilma Rousseff deve ficar oito anos inelegível. "As duas penas não podem ser separadas uma da outra. Quero invocar o artigo que trata a perda do mandato com a inabilitação, os princípios fundamentais da nossa ordem jurídica. Todos são iguais perante a lei", disse o Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Com a saída de Dilma, Michel Temer (PMDB) passa de presidente interino a presidente oficial do Brasil e deve seguir até o final do mandato, em 2018.