O início da tarde dessa quarta-feira, 31, estará nas próximas impressões dos livros de história. #Dilma Rousseff, que cumpria seu segundo mandato como presidente da república, foi a primeira chefe de Estado do Brasil, a sofrer um #Impeachment. Em 1992, Fernando Collor não sofreu o impeachment, pois renunciou antes do veredito final.

Após uma terça-feira de debates calorosos e momentos marcantes, os senadores reforçaram seus votos e oficializaram o início do governo Temer e o fim do governo de Dilma Rousseff. Sob aplausos da maior parte dos senadores e convidados presentes no Senado e de críticas da defesa da ex-presidente do Brasil, o resultado foi lido no placar eletrônico pelo presidente do STF e responsável por presidir as sessões de julgamento, Ricardo Lewandowski.

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O resultado já era esperado, tanto por Dilma, quanto por muitos de seus defensores. Na segunda-feira, 29, quando ainda estava no Senado Federal, o senador Humberto Costa, que é líder do PT na Casa, declarou que não havia possibilidade de Dilma retornar para o cargo. Ainda assim, Lindbergh Farias tentou demonstrar otimismo, elogiando a postura da ex-presidente no Senado e afirmando que conseguiriam reverter os votos por ‘goleada’.

Um governo marcado por polêmicas

Dilma Rousseff tornou-se presidente do Brasil ainda na época em que os crimes do mensalão estavam presentes na memória dos brasileiros e da oposição. Em 2013, começaram uma série de manifestações contra o seu governo. Na época, a economia começava a ter queda, mas nada que evidenciasse o que viria pela frente.

Em 2014, diante de muitas críticas e protestos, Dilma foi reeleita presidente da república.

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A eleição, entretanto, levantou hipóteses de fraude eleitoral, devido o resultado ter sido ocultado de jornalistas em ‘respeito ao Acre’, que possui diferença em seu fuso horário. Os resultados parciais foram divulgados após mais de 80% das urnas terem sido apuradas.

Após tomar posse, a crise econômica se agravou e pouco depois, descobriu-se as polêmicas pedaladas fiscais. Ainda com diversos opositores protocolando pedidos de impeachment na Câmara dos Deputados, Dilma chegou a assinar decretos suplementares sem a autorização do Senado, que em um futuro não muito distante, integrariam o objeto de seu processo de impeachment.

Em 17 de abril desse ano, a Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade do processo do impeachment, que foi, posteriormente, aprovado no Senado por 52 votos, dando origem a comissão que se dedicou ao caso desde maio.

A ex-presidente deve ficar morando em Porto Alegre, onde reside sua família. Já o PT, volta, oficialmente, a ocupar o posto de oposição ao governo presidencial. #Senado Federal do Brasil