Nesta segunda-feira, 29, a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), esteve no Senado Federal para fazer a sua defesa no julgamento do #Impeachment. A petista demorou dias para fazer o texto final sobre sua defesa. Rousseff falou sobre os seus defeitos e qualidades, dizendo que entre os não defeitos estaria a traição. Ela continuou o discurso falando que vive este momento histórico do Brasil com muito humilde. A petista chegou a se emocionar em alguns momentos, como quando lembrou do que sofreu durante o regime militar. "No passado com armas, e hoje com a suposta democracia, tentam hoje tirar o estado de direito", disse a primeira mulher eleita do país, insinuando mais uma vez que o processo de impeachment é um "golpe parlamentar". 

No discurso transmitido para os principais canais do país, Rousseff disse que continuará lutando para com os brasileiros, mas que sente o gosto de mais uma porrada em sua vida.

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"Eu não cometi nenhum crime, sou inocente", continuou ela, falando que mais uma vez na vida será julgada, lembrando que chegou a ser presa e torturada durante o regime militar. A companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou que as acusações contra ela são injustas e que o mundo e o Brasil acompanham essa injustiça. Ela ainda argumentou que a destituição dela não era legítima, lembrando até mesmo do presidente Getúlio Vargas, que chegou a se suicidar. 

Referências

Em seguida, ela citou JK e João Goulart, último presidente eleito diretamente antes do início do regime militar. Ela então contou que desde sempre o país está diante de uma ruptura democrática. Rousseff continuou dizendo que o que está em jogo no país não é só o seu mandato, mas a vontade nas urnas, as conquistas da população mais pobre e etc.

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Ela então citou o que seriam conquistas petistas, como investimentos em educação, construção de casas populares e até a transposição do Rio São Francisco e  o Petrobras. Dilma ainda disse que o que está em jogo é a auto-estima do país. #PT #Dilma Rousseff