Daqui dez dias, Dilma Rousseff estará sentada no banco dos réus do Senado Federal. A presidente afastada aceitou se defender pessoalmente, ao invés de ser representada por José Eduardo Cardozo, seu advogado.

Dilma se reuniu com alguns senadores petistas na tarde dessa quinta-feira, 18, para definir os ajustes finais de sua apresentação ao julgamento. Os senadores ficaram de elaborar perguntas na próxima semana, para que Dilma possa treinar suas respostas. Ainda assim, todos os senadores, da defesa e da acusação, terão o direito de apresentar questionamentos para testemunhas e inclusive, para a ré, de forma que nada impede que uma pergunta inesperada seja exposta.

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Apesar dessa possibilidade, Dilma não está preocupada com a possível abordagem de senadores opositores. O anúncio de sua decisão foi feito pela própria presidente afastada em suas redes sociais oficiais, através de um vídeo. A decisão foi tomada por Dilma, que não é obrigada a se defender pessoalmente. Senadores do PT disseram que ela se encontra tranquila em poder defender-se no dia 29 de agosto.

O que esperar da presença de Dilma no Senado

A presença de Dilma no Senado Federal deve movimentar o dia dos principais noticiários nacionais e internacionais, pois repórteres de diferentes países estarão na sessão fazendo a cobertura do julgamento.

Além disso, já é assunto de grande destaque em programas jornalísticos, o fato de Dilma não ter tido bons defensores durante todo o processo do #Impeachment e de, nos seus últimos dias como presidente do Brasil, ainda que afastada, assumir a responsabilidade, sozinha, de tentar reverter os votos favoráveis ao impeachment.

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Se por um lado a presidente afastada busca repetir a tese do golpe diante da imprensa internacional, por outro a acusação vê sua ida ao Senado como uma forma dela mesma derrubar sua própria tese, uma vez que não é possível existir um golpe onde a suposta vítima tem o direito de comparecer ao próprio julgamento para defender-se.

Embora a sessão seja imprevisível e os senadores já conversem entre si para evitar hostilizações e maiores problemas durante a presença de Dilma no plenário, jornalistas e políticos favoráveis ao impeachment veem mais chances de fracasso do que de vitória para a presidente ao ir no próprio julgamento. #Rito do Impeachment #Dilma Rousseff