Na tarde dessa terça-feira (16), Dilma Roussef fez a leitura de uma carta escrita por ela mesma, na qual pretendia convencer os senadores a não votarem a favor do #Impeachment.

Nessa carta, ela pretendia fazer um pronunciamento à nação, reforçando mais uma vez que não cometeu nenhum crime de responsabilidade fiscal. No documento, foram usados termos como golpe, forma como ela vem chamando o processo que a impede de exercer o seu poder como presidente da República. Ela ainda pede por justiça e afirma que, retornando à presidência, faria um plebiscito para verificar se o povo deseja novas eleições.

Isso pareceu não comover os senadores, pelo contrário, o item que trata do plebiscito foi considerado por muitos uma afronta à constituição, uma vez que isso não é permitido.

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Além disso, seria preciso criar uma PEC para isso, a qual não se teria tempo hábil para a aprovação. Não conseguindo o efeito esperado pela carta, Dilma resolveu comparecer à sessão no Senado que ocorreu nesse dia 17, a qual até então estava em dúvida se deveria participar.

A pressão para que ela comparecesse pessoalmente já vinha sendo feita por parte dos senadores, que queriam ouvir a sua defesa pessoalmente e poder fazer com que esse fato entrasse para a história do país. O julgamento final deve ser iniciado dia 25 de agosto, porém ainda não existe uma data confirmada para que a presidente compareça.

A previsão é que ele se estenda por quatro dias e que dia 26 (sexta-feira), provavelmente haja uma interrupção, devendo ele ser retomado na segunda-feira. Durante a sua presença no Congresso Nacional, Dilma deverá responder aos questionamentos dos senadores, do ministro Ricardo Lewandowski, e do presidente do Supremo Tribunal Federal.

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Lewandowski, além de poder fazer os questionamentos, também será responsável por comandar todo o julgamento.

A sugestão é que, antes de se iniciar os questionamentos a Dilma, ela tenha 30 minutos para se manifestar livremente. Durante os questionamentos, tanto acusação como defesa terão cinco minutos para elaborar as questões. #PT #Dilma Rousseff