A presidente Dilma Rousseff irá ao Senado Federal nesta segunda-feira (29) para responder aos questionamentos dos senadores, acusação e defesa no julgamento do #Impeachment. Esse é o momento mais aguardado durante todo esse processo que se arrasta desde dezembro do ano passado, quando o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acatou o pedido e abriu o processo de impeachment. 

A sessão do julgamento está marcada para começar às 9h da manhã. A expectativa é grande, essa é a primeira vez que a presidente irá falar oficialmente em sua defesa nesse Dilma estará acompanhada do ex-presidente Lula, que já garantiu que irá comparecer ao julgamento.

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Outro apoiador da petista que confirmou presença foi o cantor Chico Buarque. 

Entenda como a sessão irá transcorrer

Presidida por Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu o comando nessa fase de julgamento, a sessão deve ser aberta às 9h da manhã. Dilma terá um tempo previsto de 30 minutos para se defender, porém, excepcionalmente, não terá a fala interrompida, como costumeiramente ocorre com parlamentares em discursos.

Após a explanação da petista, todos os senadores inscritos - até domingo à noite (28), já eram 47 - terão o direito de fazer questionamentos a Dilma. Cada parlamentar terá cinco minutos para fazer as indagações, sem direito de réplica após a resposta da presidente. Dilma terá o tempo que desejar para responder os questionamentos. Além dos senadores, tanto os advogados de defesa como os de acusação poderão fazer perguntas.

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O presidente do STF também poderá arguir a presidente.

Não há previsão de horário do término da sessão, mas o que se pode imaginar é que ela será longa.

O que já aconteceu?

Duas peças indicadas pela acusação já foram ouvidas nessa fase de julgamento: Antonio Carlos Costa D'Avila Carvalho, auditor do Tribunal de Contas da União e Júlio Marcelo de Oliveira, procurados do Ministério Público 

Indicados pela defesa, foram ouvidos: Luiz Gonzaga Belluzzo (economista), Ricardo Lodi, professor da UERJ, Geraldo Prado, desembargador aposentado, Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda, e Luiz Claudio Costa, ex-secretário do MEC. 

Última fase

Após a ida da presidente ao Senado, o julgamento do processo de impeachment ainda irá continuar. A previsão do encerramento definitivo está para terça-feira (30) ou quarta-feira (31), quando os senadores irão votar a condenação da presidente. O Senado Federal é composto por 81 senadores, são necessários pelo menos 54 votos para que a presidente seja afastada em definitivo do cargo. 

Segundo o Placar do Impeachment do Estadão às 3h da madrugada desta segunda-feira, 53 senadores já haviam confirmado seu voto favorável a saída em definitivo de Dilma.

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19 se posicionaram contrários ao impeachment e 9 preferiram não responder. 

Os senadores que não se posicionaram ainda são:

Edison Lobão (PMDB-MA)

João Alberto Souza (PMDB-MA)

Renan Calheiros (AL)

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Fernando Collor (PTC-AL)

Otto Alencar (PSD-BA)

Roberto Rocha (PSB-MA)

Roberto Muniz (PP-BA)

Wellington Fagundes (PR-MT) #Dilma Rousseff #Dentro da política