Mais uma vez, a atual presidente afastada, #Dilma Rousseff, volta a defender a tese de que foi vítima de um golpe contra seu #Governo.  Numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira, dia 4, no Palácio da Alvorada, em Brasília, a petista voltou a reiterar a legitimidade do seu posto e declarou que está preparando uma carta endereçada ao povo brasileiro na qual defende a necessidade de se realizar um plebiscito popular para saber se a mesma concorda com a realização de novas eleições. Sem poupar críticas ao interino Michel Temer, e a nomes como Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ela tenta sensibilizar tanto o meio político quanto seus fiéis defensores neste Brasil afora sobre uma volta, em definitivo, ao comando do país.

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Diferentemente do seu ex-vice, Michel Temer, que defende a antecipação da votação que poderá afastá-la em definitivo da presidência, Dilma Rousseff busca o caminho inverso. Para tanto, ela anunciou a divulgação de uma carta dirigida a todo o povo brasileiro em que assume a postura de uma defesa intransigente em prol de novas eleições políticas. A petista já arrisca até em falar de reforma política. O objetivo é sensibilizar tanto a massa quanto a classe política, na qual ela tenta barganhar apoio, quase na reta final do processo em que está sendo julgada. Segundo relatos, são frequentes os almoços que a mesma está promovendo dentro do Alvorada, com vários parlamentares, numa tentativa de convencê-los a votar contra seu afastamento. Aliado a isto, ela tem usado as redes sociais para tentar incitar os seus vários admiradores a irem às ruas, numa tentativa de se criar uma comoção nacional em defesa de seu retorno.

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Dilma não perde tempo e aproveita todos os espaços para tentar insuflar seus fiéis militantes contra o atual governo. Com o argumento dos seus mais de 50 milhões de votos, ela se arma de uma pura legitimidade para defender seu posto e rotular Michel Temer com a pecha da 'ilegalidade' do cargo, sem o apoio popular. Segundo a mesma, será uma triste sina que ele terá que suportar até o final de seu mandato, caso seja aprovado o #Impeachment.

A relação com o seu partido, o PT

Quando perguntada sobre seu relacionamento atual com seu partido, o PT, Dilma foi bastante objetiva em afirmar que a sigla terá que passar por uma renovação. Ela foi categórica em afirmar que seus dirigentes deveriam reconhecer as próprias falhas. As divergências entre ambos surgiram quando a presidente afastada responsabilizou a sigla pelo pagamento ao marqueteiro João Santana com dinheiro ilegal. Além disto, o próprio dirigente nacional, Rui Falcão, já se manifestou contra a ideia de um plebiscito.

Ainda sobre outros adversários no campo político, Dilma não poupou críticas ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em vias de cassação de mandato.

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Segundo a mesma, apesar de estar afastada do meio, ela define o peemedebista como uma pessoa conhecedora de todos os parlamentares que compõem o Congresso e ainda com muitos contatos e com uma boa influência. A presença do parlamentar foi relevante para que a postura do seu partido assumisse um ideologia mais à direita. A presidente voltou a afirmar que Temer, na verdade, não conseguia agregar tanto poder quanto o ex-presidente afastado da Câmara. 'Quem controlava tudo era ele', numa clara alusão ao poderio político exercido pelo mesmo.