O deputado afastado de suas funções por conta de denúncias de crimes como recebimento de propina, indicou ao Supremo Tribunal Federal 13 parlamentares que poderão depor em sua defesa.

Os depoimentos deles devem começar a ocorrer a partir de 30 de agosto, porém, como eles exercem mandato podem negociar uma data para prestar o depoimento, sendo que 11 deles já encaminharam a data e horário que estarão à disposição da Justiça. Contudo, Teori Zavascki pretendia que todos os depoimentos ocorressem de 30 de agosto e 2 de setembro, o que não deve ocorrer.

Um dos indicados, Edison Lobão (PMDB), informou que, devido a sua agenda, só poderá prestar depoimento dia 4 de outubro.

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Além dele, outros deputados já aceitaram depor, sendo eles Washington Reis, Fernando Jordão, Hugo Motta, Flaviano Melo, Pedro Chaves, Manoel Junior, Alberto Filho e Saraiva Felipe, todos do PMDB, Marcelo Aro do PHS e Felipe Bornier do PROS. A maior parte dos indicados são correligionários de Cunha.

Dos indicados, dois deles até o momento não informaram a data que poderão depor no caso. São eles Mauro Lopes e Carlos Sampaio, ambos do PMDB.

Os crimes de Cunha

#Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está sendo investigado por ter recebido propina na venda de navios-sonda da Petrobrás.

Na acusação, ele foi citado por pressionar o recebimento de R$ 5 milhões, que seriam para o pagamento de propina.  A prefeita de Rio Bonito, Solange Almeida (PMDB-RJ), também teria feito parte do esquema, que resulta em crime de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

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Além dessa ação, Cunha também está sendo investigado por mais seis inquéritos, que estão com o Supremo Tribunal Federal, sendo um deles sobre as contas na Suíça, que ele alega não possuir.

Toeri Zavascki, ministro do Supremo, retirou um inquérito que estava sendo investigado junto com a Lava Jato, e que tem Cunha como réu. Nesse casos, ele e André Esteves, presidente do BMG, estão sendo investigados também sobre propinas para que o deputado incluísse uma emenda que beneficiaria o banqueiro. Foi solicitado que o caso fosse passado para outro ministro, uma vez que não possui ligação com a Petrobras. #Política