O delegado Luís Roberto Hellmeister ouviu a jovem que acusa o deputado federal Marco Feliciano, eleito pelo PSC de São Paulo, de ter tentado estuprá-la em um apartamento funcional de Brasília. Ele cuida do caso na cidade de São Paulo, onde a jovem fez o boletim de ocorrência. Segundo o delegado, Patrícia Lelis "mentiu pra burro" e deu informações desencontradas, chegando a se enrolar diversas vezes em seu depoimento. Por isso, ela sai da condição de vítima para investigada. Agora entre os crimes que Patrícia irá responder está o de calúnia. O que ajudou a Polícia a mudar um pouco da vertente inicial da investigação foi um vídeo em que a jovem aparece negociando com Talma Bauer, chefe de gabinete do pastor evangélico. 

No vídeo, a jovem é quem começa a falar em dinheiro pelo seu silêncio.

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Algumas testemunhas foram ouvidas e conversas pelo WhatsApp foram enviadas aos agentes da lei. Patrícia chegou a dizer que foi feita refém e sequestrada pelo assessor parlamentar de Feliciano, mas a polícia diz ter evidências que isso é uma mentira. Alguns sites chegam a divulgar o que seriam nudes enviadas pela jovem ao pastor evangélico. Ela também teria enviado mensagens falando que ele iria se arrepender por não dar atenção à ela. Depois da negociação com o assessor de Marco, a ex-militante do PSC gravou um vídeo desmentindo os próprios depoimentos. Depois disso, ela voltou na versão original e chegou a dizer que foi obrigada a fazer o outro vídeo, pois foi colocada em cárcere privado.

Polêmica em Brasília após acusações

A Polícia tem um extrato do cartão de crédito de Patrícia que mostra que ela foi ao shopping no dia em que garante estar presa em uma casa.

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Ela comprou uma maquiagem de R$ 700, que teria sido usada antes da gravação. Nos bastidores, já se fala até que a ex-militante estaria com problemas mentais. O caso ganhou grande repercussão em Brasília e pode ser analisado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Até o momento, nada oficial foi feito contra o parlamentar.  #Marco Feliciano #Estupro