A presidenta do Brasil, que se encontra afastada do cargo e que está sendo julgada no Senado por ter cometido "pedaladas fiscais", mencionou em sua defesa o nome de três políticos que já foram presidente do país: João Goulart, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

Em sua defesa, a presidenta disse que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi quem ergueu Brasília e que durante seu mandato sofreu diversas tentativas de golpe político, mas todas fracassaram. Ao se referir a João Goulart, Dilma comentou que ele conseguiu superar o golpe parlamentar, mas acabou tendo que renunciar e a Ditadura Militar teve início em 1964. E ao citar Getúlio Vargas, Rousseff lembrou do seu legado em relação à CLT e às leis que defendem o patrimônio brasileiro, e comentou que Vargas foi perseguido e isso o levou a tirar a própria vida.

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A presidenta declarou que foi eleita honestamente pelo povo brasileiro e jamais cometeu crimes em sua administração. Para ela, o processo de #Impeachment é um golpe que está para se instaurar na #Política e que o atual governo do PMDB está usurpando o seu lugar.

A petista argumentou ainda contra a elite do Brasil. Segundo Dilma, na história, não só do país, mas como de toda a América Latina, sempre que o povo colocou líderes populares no poder, o setor econômico da alta sociedade conspirou contra a vontade da população e organizou golpes para conseguir manter seus interesses.

Dilma Rousseff comentou ainda sobre Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público junto ao TCU, ter sido tido como suspeito pelo STF, na pessoa do presidente Ricardo Lewandowski - ele prestou depoimento como sendo informante e não testemunha, como era esperado pela defesa da presidenta.

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A então afastada presidente chegou no Senado e logo foi ovacionada por apoiadores que lhe entregaram rosas - eles gritavam frases de apoio à petista. O ex-presidente Luiz Inácio da Silva acompanhava Dilma nesse momento, junto com alguns poucos convidados como o cantor Chico Buarque e os demais militantes do PT. #Dilma Rousseff