O Ministério Publico Federal (MPF) anunciou, nesta sexta-feira, dia 05, que o ex-ministro de Dilma, Cid Gomes, condenado pelo envolvimento direto na realização de um empréstimo fraudulento junto ao Banco do Nordeste (BNB), poderá ter os bens bloqueados para que seja feita a devolução dos valores junto à própria instituição. Segundo as informações divulgadas pelo site de notícias Ceara News 7, quando o mesmo era governador do estado do Ceará, ele foi o responsável direto pela obtenção dos valores que foram utilizados para beneficiar uma empresa de sua propriedade, situada na sua cidade natal, em Sobral.

Cid criou uma empresa com a finalidade de obter o empréstimo junto ao Banco do Nordeste

As investigações feitas pela Justiça mostraram que a empresa Corte Oito Gestão Empreendimentos Ltda foi criada pelo ex-ministro e pelo seu assessor, Ricardo Farias Nogueira, somente com objetivo de se conseguir o empréstimo considerado irregular pelo Ministério Público.

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O valor repassado para mesma teria sido de R$ 1,3 milhão junto ao chamado Fundo Constitucional de Financiamento da Região Nordeste (FNE) e teria sido feito no final do mês de agosto de 2014. Os valores teriam sido utilizados para a construção de três galpões na cidade de Sobral e que estariam alugados, atualmente, para a Cervejaria Petrópolis. Segundo o site, estas informações teriam sido repassadas pela revista Época, cujo artigo sobre o fato deverá ser publicado nos próximos dias em circulação nacional.

De acordo com os dados apurados pelo MP, toda a operação apresenta claras evidências de irregularidades e com características de enriquecimento de maneira ilícita. Além disso, foram cometidos vários atos que incorreram em graves atentados aos chamados princípios da Administração Pública e que levaram a graves prejuízos aos cofres públicos.

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Alguns detalhes chamaram a atenção dos procuradores: a contratação do empréstimo teria sido feita em um tempo muito rápido para uma empresa que nunca havia tido nenhum tipo de faturamento em tempo anterior. Além disso, os juros aplicados para a restituição ao banco foram de apenas 6,8% ano, o que é considerado muito baixo no mercado financeiro. Outro ponto questionado foi o longo período concedido para a amortização da dívida (18 meses). A análise de todos esses itens mostrou que o ex-ministro foi amplamente beneficiado pela instituição.

Além de Cid Gomes e seu sócio, outros cinco acusados de envolvimento no esquema de favorecimento deverão cumprir pena imposta pela Justiça. São eles alguns gerentes e superintendentes do BNB. Eles deverão ter seus bens interditados judicialmente para o ressarcimento total do valor contratado pelo banco, além de estarem impossibilitados de obter benefícios junto ao Poder Público. Pelos atos cometidos, eles terão seus respectivos nomes incluídos no cadastro, a nível nacional, de pessoas condenadas por crimes de improbidade contra a administração pública.   #CidGomes #Governo #Corrupção