Um dos maiores grupos pró-#Impeachment de Dilma Rousseff, o #Revoltados Online, sofreu um duro golpe neste domingo, 28. A página da organização no Facebook, principal ferramenta de mobilização da entidade, foi censurada pela rede social. Os administradores da página receberam a notificação de que a página tinha sido cancelada. De acordo com a empresa de Mark Zuckerberg, o Revoltados Online não seguiu corretamente os termos do Facebook e os padrões da comunidade. A página tinha um alcance de 14 milhões de pessoas e cerca de 2 milhões de inscritos. O bloqueio do Revoltados Online acontece justamente no momento em que o processo de impeachment de #Dilma Rousseff chega à sua reta final. 

Outro revés para o grupo de oposição ao PT aconteceu em Brasília.

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Uma das lideranças do Revoltados Online, o Marcello Reis, foi impedido de acessar o Senado Federal. As derrotas foram demais para Marcello, que ficou desolado e gravou um vídeo em que aparece chorando copiosamente. "Fui barrado no senado. Não tenho nenhum processo nas minhas costas, sempre lutei pelo meu país. Cardozão e Lewandovski barraram minha presença no impeachment de Dilma Rousseff, pelo qual a gente sempre lutou", desabafa, em prantos. "Tô realmente emocionado. A gente não tá vivendo em uma ditadura, não fizemos nada de errado, trabalhamos dentro da lei no combate à corrupção. Do nada excluíram permanentemente a página. Isso aí é uma ditadura. Muitos anos de trabalho. Me desculpem por estar emocionado", afirma, tentando segurar as lágrimas. Assista:

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o líder do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, afirmou que a retirada da página do ar é apenas uma manobra para impedir a divulgação do que está acontecendo no senado.

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O advogado Mauro Scheer, fundador do movimento Brasil Melhor, ajuizou hoje, 29, ação judicial nº 1095983-44.2016.8.26.0100 (9ª Vara Cível do Foro Central de SP), com pedido de liminar em favor de Marcello Reis contra Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. em virtude do que ele chama de "indevida e sumária exclusão da página do Facebook". 

Até o momento a página continua fora do ar. Uma nova página do movimento foi criada e, em 24 horas, conseguiu atrair mais de seis mil seguidores. A meta do grupo, de acordo com os organizadores, é chegar aos 500 mil seguidores "antes do Lula ser preso".