Nesta segunda-feira, 1, o ministro Gilmar Mendes respondeu questionamentos de jornalistas sobre a atitude do ex-presidente da república em buscar amparo jurídico junto ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, por conta dos supostos abusos praticados por Sérgio Moro.

Para Mendes, Lula agiu de maneira precipitada, pois existe um processo em andamento sobre o tema. Da mesma maneira, salientou que #Lula poderia buscar reparação na justiça brasileira e que não tinha necessidade de provocar ação do órgão internacional.

Entenda o caso

Na última semana, Lula, através de seus quatro advogados, um deles o inglês Geoffrey Robertson, protocolaram uma petição no Comitê de Direitos Humanos da ONU, alegando que Sérgio Moro tem agido com abuso de poder contra o petista.

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A peça cita que Lula ‘sempre’ foi perseguido pela imprensa e que Sérgio Moro, em junção com os procuradores da #Lava Jato, atuam em conjunto com a mídia para prejudicá-lo.

Além disso, o documento alega que Sérgio Moro acredita que o ex-presidente é culpado e que o político teme pela violação de sua privacidade e liberdade. Para Lula e seus advogados, a legislação brasileira deixa a desejar no que trata desses ‘abusos’ cometidos pelo juiz e por isso decidiram pedir ajuda ao Comitê.

Os advogados de Lula descreveram, minuciosamente, os supostos abusos praticados pelo juiz Sérgio Moro, que vão desde a condução coercitiva em março, até o suposto ‘comportamento inadequado’ do magistrado ao comparecer ao lançamento de um livro que o trata como herói, enquanto mostra Lula como o criador da corrupção no Brasil.

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A atitude de Lula gerou repúdio de juízes federais

Buscar amparo do direito internacional para conseguir isentar-se de ser julgado ou preso por Sérgio Moro, gerou grande repercussão entre magistrados federais, que repudiaram a decisão de Lula. Segundo nota emitida pela Ajufe - Associação dos Juízes Federais do Brasil, o único intuito do ex-presidente da república em protocolar uma denúncia contra Sérgio Moro na ONU, foi o de intimidar o juiz e as investigações da polícia federal. #STF