Uma verdadeira crise tomou conta do #Supremo Tribunal Federal (STF) com o Ministério Público Federal, após o vazamento de informações envolvendo o ministro Dias Toffoli, do STF, nos depoimentos dados pelo ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro aos Procuradores da República. O vazamento de informações foi divulgado no último final de semana pela revista Veja. Agora, nos bastidores do poder, uma grave crise se instaurou entre ministros da maior corte do país e procuradores, a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público Federal. Segundo, Gilmar Mendes, está acontecendo "algo mórbido que merece a mais veemente resposta".

Gilmar Mendes está defendendo que seja aberta uma investigação para que seja averiguada a possibilidade de que os próprios procuradores da República terem dado a informação sobre a citação de Dias Tóffoli, no depoimento de Léo Pinheiro a jornalistas da revista Veja.

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Além de defender a abertura da investigação, Mendes também tem se mostrado um critico ferrenho de algumas das “dez medidas contra a corrupção”, elaboradas e defendidas pelo Ministério Público Federal.

“Até a validação de provas obtidas de forma ilícita, desde que apresentadas de boa fé. Mas o que significa? Que pode existir tortura feita de boa fé para obter confissão?”, disse Mendes à reportagem do jornal Folha de São Paulo sobre as 10 medidas contra a corrupção.

Mendes afirmou que procuradores da Lava Jato estão possuídos de teoria absolutista

Gilmar Mendes ainda atacou a forma com a qual estão agindo os procuradores do MPF da maior operação já feita no país ao combate a corrupção, a Operação Lava Jato. Segundo Mendes, os procuradores querem “combater o crime a qualquer preço”.

“Parece que já estamos nos avizinhando dos perigosos delírios totalitários.

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Me parece que eles (procuradores da #Lava Jato) estão possuídos de algum tipo de teoria absolutista de combate ao crime”.

Outra acusação grave feita por Mendes foi em relação a forma como os procuradores vêm conduzindo os delatores em acordos de delação premiada.

“Parece que os próprios investigadores tentam induzir os delatores a darem a resposta desejada”. Mendes afirmou que essa “indução” tem a ver com pessoas que estejam contrariando seus interesses.

O vazamento do depoimento de Léo Pinheiro acabou por encerrar o processo de negociação de acordo de delação premiada que o ex-presidente da OAS desejava fazer.

  #Justiça