O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu incluir na pauta da mais alta corte do país uma investigação que promete estremecer os pilares de Brasília. A entidade vai inquerir a Senadora paranaense Gleisi Hoffmann, do Partido dos Trabalhadores (PT), conhecida por blogueiros e opositores como "narizinho" e por nos últimos meses insistir em defender a presidente afastada Dilma Rousseff. Além dela, quem também foi inquerido é o seu marido, Paulo Bernardo, ex-Ministro do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que já estava respondendo a Operação Custo Brasil. Paulo e Gleisi agora respondem também no âmbito da Lava-Jato, operação que está em vigou há mais de dois anos e que investiga o desvio de dinheiro da maior estatal brasileira, a Petrobras. 

É preciso lembrar que a simples abertura de inquérito por Teori não torna Gleisi e Paulo como formalmente acusados, ou seja, réus na Lava-Jato, mas a revelação é considerada fatal no meio político.

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Para que a dupla vire ré é necessário que os cinco Ministros da mais alta corte do país concorde com essa questão e não há qualquer previsão nisso. O processo foi um pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Recentemente, ele também abriu um inquérito contra Dilma, Lula e dois ex-Ministros. Novamente existe a necessidade de espera para que todos virem réus.

No caso de Dilma, a coisa é mais complicada. Isso porque ela está prestes a perder o cargo de presidente no processo de impeachment. Além de deixar de ser presidente, ela também perde o foro privilegiado e, com isso, pode ser alvo da Justiça comum. Isso significa dizer, por exemplo, que o trabalho de juízes fica teoricamente mais fácil. No entanto, isso funciona realmente só na teoria para políticos, vide o caso de Luiz Inácio Lula da Soilva, que a cada passo da justiça faz inúmeras manobras apelativas, chegando, inclusive, a fazer um apelo na Organização das Nações Unidas (ONU).

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Por enquanto, apenas dois políticos brasileiros que ainda tem foro privilegiado viraram réus na Lava-Jato, ambos deputados. Um é Nelson Meurer, do Partido Progressista (PP) do Paraná, o outro o famoso Eduardo Cunha, do PMDB.  #Gleisi Hoffmann #PT