A manhã dessa quinta-feira, 25, foi marcada por momentos de tumulto dentro do #Senado Federal. Durante a apresentação e análise das questões de ordem no #Julgamento do Impeachment de #Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann alterou-se após a contradita do senador, Magno Malta.

Tudo começou quando Lindbergh pediu a suspensão do processo do impeachment e mostrou um documento, alegando que pedirá na procuradoria-geral da república, o afastamento de Michel Temer. Magno Malta rebateu as palavras de Lindbergh, mas quando ainda estava no meio de seu discurso, Gleisi o interrompeu querendo falar. O presidente do Supremo e responsável por presidir o julgamento de Dilma, Ricardo Lewandowski, precisou intervir e pedir que ela aguardasse Magno terminar as considerações.

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Quando Gleisi começou seu discurso, virou para trás e gritou para os senadores que ninguém tinha moral para julgar Dilma Rousseff, momento em que todos os senadores se alteraram e rebateram ao mesmo tempo. Dentre os senadores que responderam Gleisi, está Ronaldo Caiado, que disse: “Não sou assaltante de aposentado”, em referência ao marido da senadora, Paulo Bernardo, que é acusado de recebimento de propina para desvio e favorecimento de determinadas pessoas, com valores provenientes de empréstimos consignados. Gleisi também é investigada por recebimento de propina.

Lewandowski pediu ordem na Casa, mas a alteração tomou conta dos senadores e o presidente do Supremo optou em parar a sessão por cinco minutos. Após os senadores acalmarem seus ânimos, a sessão retornou.

Outras discussões acaloradas ganharam destaque nesse primeiro dia do julgamento do impeachment.

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Lindbergh pediu que os colegas o respeitassem diversas vezes, entretanto, deixou claro que mesmo o respeitando, ele continuaria chamando os opositores de golpistas. Além disso, nos primeiros minutos da sessão, Farias reclamou de Renan Calheiros ter se encontrado com Temer, o acusando de querer adiantar o impeachment. Lewandowski respondeu que, embora exista um cronograma, não existe uma data prevista para o encerramento do julgamento, e que por isso não é certo dizer que alguém pretende ou vai adiantar o veredito final.