A 'Folha de São Paulo' publicou nesta segunda-feira, 08, uma reportagem que provocou muita polêmica em todo o país, na qual se aborda até que ponto igrejas podem receber benefícios de um estado chamado de laico, o Brasil. Os número do que o #Governo paulista perde por ano só com a isenção de #IPTU para templos religiosos são impressionantes, chegando a R$ 110 milhões. O dinheiro é tanto que daria para bancar 22 creches todos os anos. Ou seja, são milhares de crianças que perdem o direito de estudar e seus pais de trabalhar pelo fato de instituições religiosas não pagarem esse imposto.

É bom lembrar que igrejas também tem outras regalias, como no imposto de renda.

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Fora que como tem mostrado muitas investigações, o local sagrado tem sido usado por bandidos para fazer lavagem de dinheiro. A escolha é motivada pelo fato das instituições não levantarem nenhuma suspeita. Igrejas católicas, evangélicas, templos espíritas e outras denominações religiosas tem o direito de não pagar o imposto da prefeitura paulista. Não é só em São Paulo que isso ocorre, mas em todo o país. Isso porque existe uma imunidade religiosa prevista na constituição de 1946. O tema agora é debatido pelo Senado Federal. Para muitos juristas, o abatimento é ilegal. 

O jornal Folha de São Paulo cita que o dinheiro seria capaz até de construir um novo grande hospital no município. Um que é construído na cidade de Parelheiros, na Zona Sul, que tem 250 leitos, tem previsão de custo de R$ 150 milhões.

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Um dos maiores beneficiários da lei é o tempo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus. Só o espaço deixa de pagar cerca de R$ 3 milhões todos os anos ao município. A imunidade do tempo ainda não foi dada pela prefeitura e segundo a Folha, o espaço aparece como devedor dos cofres do município, que chega a ficar com a falta de quase R$ 8 milhões. 

A guerra contra os benefícios de igrejas também irrita o Ministério Público Federal do Rio, que pode vetar programas religiosos na televisão, ou pelo menos ajudar que isso aconteça.  #Religião