Em três meses de governo interino, #Michel Temer e seus aliados fizeram diversas propostas que representam retrocessos em questões trabalhistas, no funcionalismo público e na educação pública. A mídia, diferentemente do que ocorria durante o governo Dilma, pouco se atenta em disseminar informações sobre o que vem ocorrendo no país. Quando se manifestam, normalmente produzem editoriais que defendem o fim de leis trabalhistas, apoiando as ideias defendidas pelo governo atual.

Se a omissão midiática já era um problema há um mês, hoje, com todo foco nos Jogos Olímpicos, as informações são menos divulgadas. Neste artigo será apresentada uma relação de mudanças e retrocessos defendidos pelo novo governo e seus aliados.

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Seus direitos em risco!

Um dos principais retrocessos defendidos pelo atual governo interino é a Reforma Trabalhista, que, segundo matérias e artigos circulados pela internet a partir da primeira semana de agosto, o 13º salário e as férias obrigatórias estão em risco. Após a reforma, estes direitos deixariam de ser obrigatórios. Além disso, a licença-paternidade, FGTS, insalubridade e o salário-mínimo deixariam também de ser uma obrigação do patrão com o trabalhador.

Além desses ataques, a terceirização irrestrita vem sendo defendida desde o ano passado pelos parlamentares aliados de Michel Temer. Em 2015, um projeto de terceirização irrestrita passou pela Câmara dos Deputados. Esse projeto permite que profissionais de todas as áreas possam ser trabalhadores terceirizados, ou seja, antes apenas limpeza, segurança e outros setores poderiam ser terceirizados, caso o projeto seja aprovado, há brechas que permite até mesmo professores e profissionais da saúde como trabalhadores terceirizados.

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Ataques à previdência e ao direito de aposentadoria do trabalhador também está na pauta do governo Michel Temer.

Na parte em que toca a educação pública, recentemente tivemos cortes no Programa Ciências Sem Fronteiras, além de mudanças no investimento da Educação e Saúde, sucateando ainda mais áreas fundamentais da vida da população. Já os funcionários públicos, além de serem prejudicados na mudança do orçamento para a área de Educação e Saúde, sofrerá com mudanças nas questões de aumento salarial.

Para piorar a situação, campos do Pré-sal já estão sendo leiloados. Recentemente, um campo de petróleo brasileiro foi comprado por uma empresa estatal norueguesa por um preço abaixo do estipulado. A venda do Pré-sal, além de representar a entrega de riqueza brasileira ao interesse estrangeiro, representa prejuízos na área de educação, pois boa parte da exploração da região seria investida na Educação posteriormente. #Dentro da política #Crise-de-governo