Após várias tentativas de acordo entre os países, para decidir se a Venezuela irá ou não assumir o comando do Mercosul, surge outra polêmica envolvida. O jornal uruguaio “El País” publicou uma transcrição de uma reunião na Comissão de Assuntos Internacionais da Câmara dos Deputados, onde Rodolfo Nin Novoa, chanceler do Uruguai, afirma que #José Serra tentou comprar votos contra os venezuelanos.

Caso Novoa aceitasse, o Brasil teria o Uruguai como sócio em acordos com outros países, detalhando uma possível ofensiva comercial na África subsaariana e no Irã. Estas ofertas teriam sido realizadas em julho, quando José Serra e Fernando #Henrique Cardoso estiveram em Montevidéu, para se encontrarem com Nicolás Vázquez, a fim de acertarem o destino do Mercosul.

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Esta atitude chocou os uruguaios que afirmaram, a todo o momento, que irão respeitar a rotatividade que sempre existiu no bloco, e que, se esta é a vez da Venezuela, que seja. O país se comprometeu a estar presente em todas as reuniões para as quais forem convocados e não se importarão com a condutas dos demais membros.

Itamaraty divulga nota defendendo o Brasil

O Ministério das Relações Exteriores publicou uma nota em que expõe receber as declarações de Novoa com profundo descontentamento. Deixaram claro que o intento da visita de José Serra e Fernando Henrique Cardoso ao país era para, meramente, resolver os problemas do Mercosul, para que ninguém seja prejudicado com uma má administração da presidência.

Quanto à tentativa de ter o Uruguai como sócios, declararam que era apenas algo estratégico, e que ambos os países podem criar um forte laço econômico além do bloco.

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O Embaixador uruguaio foi convocado, em Brasília, para que tudo seja devidamente esclarecido.

Entenda o caso

O Mercosul é um forte bloco econômico da América Latina, tendo como seus membros fixos Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Paraguai e Venezuela. Para que todos os países possam, de forma justa, contribuir pra a eficiência do bloco, foi criada uma regra de rotatividade para a presidência que ocorre por ordem alfabética e de forma semestral.

O Uruguai está no comando desde janeiro e deveria passar o seu posto para a Venezuela em julho, porém, uma série de impasses está causando problemas entre seus membros. Brasil, Argentina e Paraguai não acreditam que a Venezuela tenha condições de estar à frente das decisões, o que tem gerado um mal-estar entre os líderes. O chanceler uruguaio afirma que estão, na verdade, fazendo bullying contra os venezuelanos porque não há nenhum argumento contundente sobre o caso.