A previsão dos mais otimistas é que a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), seja deposta até no fim desse mês em uma votação que promete marcar a história do Senado Federal. Com a deposição, a petista deve perder também o foro privilegiado, previsto no artigo 86 da Constituição brasileira. Além disso, Dilma como presidente não podia ser processada por outros atos que nem o de chefe de estado. Tudo isso deve acabar e ela cair nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, que comanda a principal investigação do país, a #Lava Jato, que apura os desvios envolvendo a petroleira Petrobras.

O foro privilegiado garante que Dilma não precise ser julgada pela primeira instância.

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Há muitos delatores que acabam sempre falando sobre o governo da presidente, como sendo o principal centro da corrupção na Petrobras. João Santana, por exemplo, que trabalhou como marqueteiro do #PT, acabou falando que a campanha de reeleição da governante que agora pode ser deposta no senado foi bancada através de dinheiro de caixa 2, entenda-se como "propina". Ou seja, Rousseff mesmo em fase de campanha acabou sendo beneficiada pelo esquema da Lava-Jato, mesmo que indiretamente. 

Talvez já antecipando um possível inquérito no futuro, a companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que virou réu da Lava-Jato na semana passada ao ser acusado de obstrução de justiça, já esteja antecipando o seu discurso de defesa. Dilma diz que não sabe de nada e que se houve alguma falha foi entre a empresa de João Santana e o Partido dos Trabalhadores.

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Sim, ela colocou culpa na legenda que a ajudou a eleger. 

Tentando se fazer de vítima, Dilma diz que existe uma conspiração contra ela. Estratégia parecida com a usada por Lula. Ele chegou recentemente a entrar com uma petição na Organização das Nações Unidas (ONU) contra o trabalho do juiz federal Sérgio Moro, que segundo o petista estaria a agir com falta de base na imparcialidade, usando estratégias ilegais para acusá-lo contra o que diz não cometer.  #Dilma Rousseff