Com a chegada dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e após as férias parlamentares, o processo de #Impeachment da presidente suspensa, Dilma Rousseff, volta aos radares do cenário político. Ontem, o senador Antônio Anastasia, que é o relator do processo na Comissão de Impeachment especial no Senado, apresentou o seu relatório sobre o caso e apoiou a remoção definitiva de Rousseff do cargo de Presidente do Brasil. Com esse passo, a votação final sobre o impeachment poderá ser iniciado no plenário do Senado no dia 29 de agosto. A previsão é que o julgamento se estenda por até uma semana.

No relatório que contém mais de 441 páginas, Anastasia afirma que #Dilma Rousseff desrespeitou a Constituição, quando ela adulterou o orçamento federal, sem ter a prévia autorização do Congresso. O senador chamou Dilma Rousseff de "irresponsável" e ainda afirmou que a raspagem do orçamento, permitiu que Dilma mascarasse o estado real do orçamento federal em 2014, que por coincidência, era um ano eleitoral.

Publicidade
Publicidade

Anastasia que é um conservador do Partido da Social Democracia Brasileira e um crítico feroz da presidente suspensa, Dilma Rousseff, fez sua recomendação em um relatório com base no depoimento de uma testemunha e uma revisão de promotores da investigação sobre as alegações de #Corrupção e argumentos apresentados pelos advogados de defesa da presidente deposta.

A recomendação contradiz o relatório apresentado em junho por técnicos do Senado, que afirma que não há nenhuma evidência de que Rousseff quebrou a lei em sua manipulação do orçamento público.

A líder do Partido dos Trabalhadores negou as alegações. De acordo com o advogado de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, será extremamente difícil para a oposição política a descobrir evidências de má conduta criminal. Se cassada, Dilma será permanentemente removido do seu posto e o presidente interino, Michel Temer continuará a governar até 2018.

Publicidade

A decisão final terá de ser aprovada por pelo menos 54 dos 81 senadores.

Enquanto isso milhares de brasileiros saíram às ruas em apoio a Dilma, pedindo-lhe para voltar ao escritório da presidência do Brasil. Rousseff pediu um referendo de eleitores em eleições antecipadas como forma de resolver a crise política instalada no país.